domingo, 17 de junho de 2012

Dias loucos

Andei com a respiração suspensa nestes último dias. É muita coisa (boa e ruim) acontecendo ao mesmo tempo, às vezes encontro-me baratinada, meio parada esperando um vento forte - ou brisa - que me leve. Dormi catorze horas seguidas de ontem pra hoje, afinal, passei por um processo de criação e produção longo, desgastante. O que eu sempre digo (mas que quase nunca as pessoas compreendem) é que o "fazer" artístico não é espécie comum, demanda um desgaste maior de forças, de energia psíquica - esta afinal, que não é assim tão facilmente reposta. No meu caso, são necessárias horas de sono ininterrupto e silêncio, muito silêncio... você que está lendo agora o post, saiba que não proferi mais do que cem palavras hoje durante todo o dia: nenhuma conversa em profundidade, nenhum telefonema (nenhum ânimo também, rs). Estive recuperando as energias.

Passamos por dias muito loucos durante a semana; muitas confusões que se não me atingiram diretamente, de maneira indireta roubaram um pouco da minha paz. É muito complicado ver sofrer as pessoas que queremos bem. Mais complicado ainda é ter em mente que as coisas poderiam ser solucionadas de outra maneira mas ainda assim, procurar ter paciência para ver tudo se resolvendo, não no tempo que achamos que deveria ser mas no tempo em que devem se resolver. Experimentei uma qualidade de tristeza diferente por causa disso, misturada com a resignação de quem deseja muito ver as coisas se encaminhando sem poder (nem saber como) interferir de perto. Sorte a nossa que um dia sempre dá espaço a outro dia, que as nossas esperanças de viver dias melhores sempre encontram pouso em um futuro próximo, caso não desistamos... a assim tudo segue em frente.

Não sou muito fã da teoria das compensações mas penso que o Universo trabalha para que haja uma espécie de esquilíbrio entre as forças, entre os fatos e acontecimentos... Que não podemos trabalhar com a hipótese de que "as coisas vão sempre bem" ou "as coisas vão sempre mal" na vida (ou em áreas específicas dela). A existência tende ao equilíbrio apesar do caos: aliás, a partir deste, foi criada a ordem. Então, a pergunta é: porque apavorar-se diante das circunstâncias? Essa é a pergunta que me faço todos os dias, afinal, os dias ruins são a justa medida das coisas boas que temos também experimentado. Ou não?! Nem sei mais... Acho que ainda estou com sono e variando das ideias. O que eu queria deixar mesmo registrado, é que como constatei lá pelas tantas do dia de ontem, depois de muita ralação, é que 2012 já ganhou status de "o ano mais feliz da minha vida". Sem mais por hoje.


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