segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ué, já acabou?

Alguns momentos deveriam ser "congelados", cristalizados, guardados por toda uma eternidade, pela intensidade como vibraram em nossa vida. Julho foi um mês muito denso... e tenso! Não é nenhuma novidade para mim as coisas acontecerem assim: corridas, repentinas, truncadas, descompassadas... A minha existência não segue uma lógica; se bem que eu estou quase me convencendo de que a lógica é justamente essa: a de não ter lógica.

 

Eu sei que o mês não "acabou" ainda mas é que nestes últimos trinta dias foram tantas mudanças e tudo tão rápido que parece que quando levantei da cama hoje, uma jornada inteira havia ficado para trás - e não deixa de ser verdade. Eu falo muito em ciclos que vão se completando na (minha) vida e por mais que eu pare sempre pra chorar as coisas que vão se perdendo pelo caminho, hoje (tô falando de HOJE mesmo) os motivos que tenho para comemorar são infinitamente maiores do que as minhas perdas - e isso deve ser dito! As vitórias que comemoro hoje são fruto de sementes que foram lançadas nos últimos cinco anos, quando resolvi estabelecer metas para chegar onde eu queria chegar. Cada passo é uma conquista importante!


O melhor disso tudo é que quando fiz o "balanço" do mês, dos anos, cá com os meus botões descobri, que as coisas que me foram (e estão sendo acrescentadas) são infinitamente melhores, mais consistentes, mais maduras, mais intensas do que as que ficaram para trás por algum motivo. Ontem, enquanto estive observando o Sol se pôr (em excelente companhia, verdade seja dita), imaginei uma grande moeda dourada sendo depositada no cofre da esperança. Sim, dias melhores sempre chegam! O problema é que se vão, assim como os dias difíceis - só que dão a impressão de ter durado pouco demais... quando nos damos conta, já passaram; abrem espaço para tantos outros...


P.S: Estou pensando em mudar meu sobrenome... pra FELICIDADE!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Resumo poético de mim mesma

Cansaço me deixa frágil. Vulnerável. É, é isso - estou cansada pra caramba e experimentando um nível de stress alto. São muitas mudanças e muitos acontecimentos ao mesmo tempo, eu só queria ter mais tempo pra gastar com as coisas, com as pessoas que me são mais preciosas mas tem hora que eu me vejo engolida pelo protocolo, pelas circunstâncias...

Hoje, quando cheguei em casa depois de um dia cheio, sentia um misto de cansaço, angústia e desesperança. Fragilizada. Engraçado: ultimamente eu tenho tido muitos motivos para comemorar as coisas que estão acontecendo na minha vida; mesmo assim, vezenquando essa sensação de desolação me desmonta, me faz duvidar e refutar a ideia de que tudo se ajeita, tudo se ajeita.

Não vim aqui pra lamentar. Muito pelo contrário. Enquanto eu remoía a conversa que tive com o meu amigo-irmão na volta do curso, desabafava sobre os meus temores com a minha irmã (que está geograficamente longe), tentava consolar uma amiga preocupada sobre o estado de saúde da mãe e falava um pouquinho ao telefone com quem tem me acrescentado alegria, (...) ouvia uma música.

Essa música resume poeticamente porque eu ainda insisto em algumas coisas nessa vida: algo que nem eu mesma compreendo, mas experimento e que me sustenta de pé no cansaço e na fraqueza. Se eu permaneço, prevaleço - é por causa da certeza do amor de Deus por mim. Faz todo sentido quando o meu coração é consolado de maneira sobrenatural e eu posso dormir em paz... Sem mais.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Minha vida é tão confusa quanto a América Central...

Abri aqui o editor e fiquei olhando pra tela.

(...)

Olhando pra tela e pensando; a vida da gente é meio maluca mesmo. Aliás, a vida da gente é MUITO maluca e tem uma pá de gente igualmente maluca circulando no planeta Terra.

(...)

Hoje eu saí pra andar. Com propósito e sem propósito, simples assim. Saí pra resolver umas questões não tão sérias mas lá pelas tantas descobri que se o negócio ficasse difícil demais seria melhor nem insistir. Passei da fase de ficar "brigando com a vida". Ponto; é isso. Resolvi a questão (eu acho). Digo assim "eu acho" porque já não há mais quantidade significativa de coisa da qual eu tenho certeza nessa tal de existência e tem dias que eu simplesmente me encolho.

(...)

Hoje era dia de encolher - mas encolher esticando. Tá, eu sei, não tem muito sentido o que eu estou escrevendo mas era isso mesmo que eu queria escrever. Não gosto de dar explicações. Acabei de ler acolá algo do tipo:

"Que fique muito mal explicado
Não faço força pra ser entendido
Quem faz sentido é soldado"

Dizem que é do Mário Quintana. Parece mesmo, mas não dou certeza. Texto que circula na internet acaba que perde o dono (ou não, essa eu também não sei). Aliás, eu tô sabendo pouquíssima coisa hoje, sabe?! Cá estou, espantadíssima com a minha parcial ou total ignorância na maioria das áreas da minha vida - e da vida alheia também, tenho que reconhecer.

(...)

São muitas reticências, eu sei. É que hoje eu meio que terminei o dia meio reticente. Tem uma dorzinha no nervo me corroendo aqui (acho que forcei na caminhada que fiz ontem; caminhada esta, com propósito(s): de caminhar mesmo e de passar tempo ao lado de quem vale muito). Sentindo uma dorzinha no nervo, tive que reconhecer o meu corpo dizendo que o meu problema é justamente este: "estou mal dos nervos"! (Hahahahahaha... não pude conter a risada aqui! Mas veja bem, é sinal de saúde mental saber rir de si mesmo... É?! Será mesmo?! Sei não, hein!). Mais dúvidas. E menos nervos...

(...)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Hoje, Mafalda


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Liniers


terça-feira, 17 de julho de 2012

Realejo

Sei lá o que foi... só sei que eu estava aqui
e você estava lá. E nessas ondas do destino
que mudam tudo do lugar, o que era longe
ficou perto, complicado de separar.

Será que a sorte virá num realejo?
Trazendo o pão da manhã
A faca e o queijo
Ou talvez... um beijo teu
Que me empreste a alegria... que me faça juntar
Todo resto do dia... meu café, meu jantar
Meu mundo inteiro...
que é tão fácil de enxergar... E chegar
Nenhum medo que possa enfrentar
Nem segredo que possa contar
Enquanto é tão cedo
Tão cedo
Enquanto for... um berço meu
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem vinda
Serás viva... bem viva
Em mim
Será que a noite virá num vilarejo
vejo a ponte que levará o que desejo
admiro o que há de lindo e o que há de ser... você
Enquanto for... um berço meu
Enquanto for... um terço meu
Serás vida... bem vinda
Serás viva... bem viva
Em mim
"Os opostos se distraem
Os dispostos se atraem"

domingo, 15 de julho de 2012

Da perplexidade à perplexidade

Findou-se a semana, outra logo em seguida, assim como a vida, que se mostra muitas vezes como uma pauta toda preenchida com movimentos sucessivos, sem pausa. Não há tempo para respirar, reerguer-se e parece que as coisas todas, as rotinas querem (porque querem) soterrar, engolir a gente inteiro.

Às vezes eu fico aqui parada pensando até que ponto podemos resistir aos golpes do absurdo cotidiano que insiste em acontecer sem pedir licença. Diante da vida sou observadora atenta, nem por isso conformada. Sinto na pele, na carne, nos ossos, na alma o impacto de cenas e histórias capazes de endurecer até o mais terno coração. Não assisto passiva, no entanto - talvez nem me considere pacifista, mas pacificadora. Capaz de lutar uma boa guerra querendo muito fazer acontecer a paz.

E compro brigas alheias. E insisto em investir nas pessoas, em acreditar em dias melhores, em realidades melhores. Insisto em acreditar que a gente pode ser melhor a cada dia. Confesso, no entanto que a vida (frequentemente) me surpreende com situações com as quais eu não gostaria de lidar, que saber certas coisas, compartilhar certos segredos alheios pode ser muito dolorido, muito desgastante...

E também que ser (em SER) causa enorme desconforto às circunstâncias. Hoje parei pra remoer os dias. Chorar o que ficou engasgado no protesto, na palavra que não saiu da minha boca. Fiz pausa pra retomar as forças, o fôlego. Digerir a perplexidade.


terça-feira, 10 de julho de 2012

O tempo pirraça?

Pois então, que dias atrás postei algo sobre o tempo. Não era nada demais, só umas divagações. Geralmente uso esse espaço aqui para desaguar questões que de alguma forma mexem comigo ou incomodam. Penso muito na vida e entre o pensar-agir, vezenquando deixo registradas algumas sensações para ter o prazer de reler daqui a algum tempo, tirar novas lições, rever o que melhorei (e/ou preciso melhorar) seja na escrita ou na vida real.

Eu sempre penso sobre o tempo, sobre a passagem do tempo, sobre as consequências e implicações da passagem deste. O tempo me intriga. As voltas dos ponteiros me causam estranhas e ao mesmo tempo familiares sensações. Por exemplo, às vezes me pego refletindo sobre a transitoriedade da vida, das coisas todas ao meu redor. Se eu não fosse uma pessoa muito adepta a mudanças (ou pelo menos conformada com), certamente estaria em sérios apuros. O que há de permanente na minha vida é justamente a mobilidade das coisas, das situações, das pessoas. Como isso é fato indiscutível e inevitável, flagro-me constantemente na posição da estátua do Rodin.


É, eu penso demais. E penso demais sobre o tempo. Estava aqui justamente pensando e lendo o comentário da Verinha na postagem em que me referi ao tempo de qualidade com pessoas que são importantes para nós. Creio que me precipitei, me empolguei na hora de escrever - dei ênfase (desnecessária) à quantidade em detrimento da qualidade. Peço desculpas e explico: é que eu ando muito empolgada esses dias! E na empolgação a gente faz, fala e escreve coisas que dificilmente faria, diria ou registraria em estado normal da consciência. 

Vivi nos últimos três anos uma mistura de ostracismo, misantropia e fobia social incríveis. "Arquivei" um monte de influências negativas e discutíveis na minha vida, passei as amizades em peneira fina (sobraram poucas - quase nenhuma, falar verdade). Tudo isso voluntariamente - me cansei dos seres humanos em geral, com seus paradoxos e incoerências, desejei ardentemente ir para um mosteiro no Tibet, virar Lama, cultivar outros valores... Daí que de pouquinho em pouquinho, de uns tempos para cá, o que eu perdi em quantidade a vida tem me acrescentado em qualidade. Por isso eu ando tão empolgada!

E o mais engraçado é que no momento em que escrevi aquele texto (o anterior) sobre o tempo, tinha em mente apenas uma pessoa e na velocidade impressionante que as horas passam se estamos juntos. Alguém assim não se encontra por acaso; e nem é por acaso que o tempo passa a ter importância nas conversas de quem tem vivido dias muito especiais. Era isso.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

The rip tide

Por muito tempo pensei que a vida nos fazia vítimas das circunstâncias. Daí que ela mesma vai nos empurrando de um lado para o outro, nos fazendo ver e viver coisas. Já vivi dias em que esperei ansiosamente por um milagre; já esperei por um acontecimento repentino que transformasse tudo como num passe de mágica. Já sufoquei o choro (ou simplesmente deixe ifluir) tentando compreender o propósito por trás de um acontecimento trágico.

Penso que crer em algo ultrapassa a linha da racionalidade porque, justamente, a trajetória humana não se esgota numa fórmula ou numa teoria, sempre excede, sempre transcende. É por isso que ao longo de uma jornada existencial, há quem muito "viva" mas pouco (ou nada) aprenda; resistindo talvez à necessidade de se mobilizar outras ferramentas, outras inteligências, outras maneiras de ver, de ser, de sentir.

(...)

Ouvi agora há pouco a palavra sobrenatural ao telefone, em uma conversa. Não a palavra em si mas o sentido em que foi usada causou-me metade espanto metade deslumbramento. É porque quanto mais caminho sobre as nuvens da resistência às convencionalidades religiosas, mais me atenho aos pequenos (porém especialíssimos) acontecimentos que têm o poder de mudar uma vida, mudar uma história.

E só para constar (enquanto escrevo e reflito sobre a semana, sobre os acontecimentos - recentes e nem tão recentes): hoje eu acredito em milagres acima de circunstâncias - mas sobretudo: propósitos acima de milagres.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

É isso


segunda-feira, 2 de julho de 2012

O tempo pirraça!

Hoje falamos sobre o tempo. Não deixo nenhuma reflexão profunda nem lição de moral, apenas provoco o senso de humor de quem lê com um post diferente dos sombrios que geralmente aparecem por aqui.

Ontem me dei ao luxo de ficar sem fazer absolutamente nada (em matéria de obrigações) para me dedicar tão somente ao maravilhoso "sono da beleza" e à espiada atenciosa em uma série de TV que me chegou às mãos. Quanto ao sono: não sinto a menor culpa em gastar as horas do domingo dormindo. Quanto à série: bem, as coisas mudaram por aqui (será?). Não, eu continuo resintente quanto ao ato de "assistir televisão" mas encontrei repouso nos gigabytes do cartão de memória através do qual me chegaram às mãos a 1ª temporada da série. Bendita seja a revolução tecnológica!

Está bem, é óbvio que estou enrolando, que o assunto do post parece não ter ligação direta com "passar o domingo hibernando" ou assistindo séries "pirateadas" da internet... Mas é justamente para chegar onde quero chegar com este assunto: como gastamos o nosso tempo e qual a diferença que faz (ou não) as voltas no relógio para quem se dedica a tal ou tal atividade?

Desde que aderi à filosofia do Carpe diem, presto mais atenção nestas e dou mais valor ao momento que vivemos em detrimento do que passou ou do que está por vir. Quem me conhece mais de perto sabe que "eu dou um valor absurdo na vida" e detesto perder tempo com choramingos ou ansiedades. Submeto-me a um rígido auto-exame crítico todos os dias para não deixar brecha para desperdícios de energia, de sentimentos, de oportunidades.

É trabalhoso, é dolorido selecionar entre os acontecimentos cotidianos o que vale a pena (e o que não vale) empregar TEMPO, sentimento, energia física e psíquica; geralmente leva-se tempo de treino e coragem para descartar o que aparentemente fará muita falta - ou reter o que à primeira vista não é tão importante.

Por outro lado, quando, com o treino, a seleção parece coisa natural para quem optou por um estilo "bem-viver-bem", percebemos que de tempos em tempos surge na vida da gente quem compense o tempo - ou mais - quem faça com que ele corra ainda mais ligeiro por consequência de uma qualidade ímpar!

A pergunta que te faço hoje, caro leitor, é: quantas pessoas da sua convivência te dão a impressão de que o tempo passa mais rápido em companhia delas? Muitas? (sortudo!) Poucas? (hum, tá precisando investir mais em relacionamentos, ...) Nenhuma? (ops! ahhhmmm... calma, nem tudo está perdido...).



 Vanessa da Matta - Pirraça

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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