domingo, 15 de julho de 2012

Da perplexidade à perplexidade

Findou-se a semana, outra logo em seguida, assim como a vida, que se mostra muitas vezes como uma pauta toda preenchida com movimentos sucessivos, sem pausa. Não há tempo para respirar, reerguer-se e parece que as coisas todas, as rotinas querem (porque querem) soterrar, engolir a gente inteiro.

Às vezes eu fico aqui parada pensando até que ponto podemos resistir aos golpes do absurdo cotidiano que insiste em acontecer sem pedir licença. Diante da vida sou observadora atenta, nem por isso conformada. Sinto na pele, na carne, nos ossos, na alma o impacto de cenas e histórias capazes de endurecer até o mais terno coração. Não assisto passiva, no entanto - talvez nem me considere pacifista, mas pacificadora. Capaz de lutar uma boa guerra querendo muito fazer acontecer a paz.

E compro brigas alheias. E insisto em investir nas pessoas, em acreditar em dias melhores, em realidades melhores. Insisto em acreditar que a gente pode ser melhor a cada dia. Confesso, no entanto que a vida (frequentemente) me surpreende com situações com as quais eu não gostaria de lidar, que saber certas coisas, compartilhar certos segredos alheios pode ser muito dolorido, muito desgastante...

E também que ser (em SER) causa enorme desconforto às circunstâncias. Hoje parei pra remoer os dias. Chorar o que ficou engasgado no protesto, na palavra que não saiu da minha boca. Fiz pausa pra retomar as forças, o fôlego. Digerir a perplexidade.


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