terça-feira, 10 de julho de 2012

O tempo pirraça?

Pois então, que dias atrás postei algo sobre o tempo. Não era nada demais, só umas divagações. Geralmente uso esse espaço aqui para desaguar questões que de alguma forma mexem comigo ou incomodam. Penso muito na vida e entre o pensar-agir, vezenquando deixo registradas algumas sensações para ter o prazer de reler daqui a algum tempo, tirar novas lições, rever o que melhorei (e/ou preciso melhorar) seja na escrita ou na vida real.

Eu sempre penso sobre o tempo, sobre a passagem do tempo, sobre as consequências e implicações da passagem deste. O tempo me intriga. As voltas dos ponteiros me causam estranhas e ao mesmo tempo familiares sensações. Por exemplo, às vezes me pego refletindo sobre a transitoriedade da vida, das coisas todas ao meu redor. Se eu não fosse uma pessoa muito adepta a mudanças (ou pelo menos conformada com), certamente estaria em sérios apuros. O que há de permanente na minha vida é justamente a mobilidade das coisas, das situações, das pessoas. Como isso é fato indiscutível e inevitável, flagro-me constantemente na posição da estátua do Rodin.


É, eu penso demais. E penso demais sobre o tempo. Estava aqui justamente pensando e lendo o comentário da Verinha na postagem em que me referi ao tempo de qualidade com pessoas que são importantes para nós. Creio que me precipitei, me empolguei na hora de escrever - dei ênfase (desnecessária) à quantidade em detrimento da qualidade. Peço desculpas e explico: é que eu ando muito empolgada esses dias! E na empolgação a gente faz, fala e escreve coisas que dificilmente faria, diria ou registraria em estado normal da consciência. 

Vivi nos últimos três anos uma mistura de ostracismo, misantropia e fobia social incríveis. "Arquivei" um monte de influências negativas e discutíveis na minha vida, passei as amizades em peneira fina (sobraram poucas - quase nenhuma, falar verdade). Tudo isso voluntariamente - me cansei dos seres humanos em geral, com seus paradoxos e incoerências, desejei ardentemente ir para um mosteiro no Tibet, virar Lama, cultivar outros valores... Daí que de pouquinho em pouquinho, de uns tempos para cá, o que eu perdi em quantidade a vida tem me acrescentado em qualidade. Por isso eu ando tão empolgada!

E o mais engraçado é que no momento em que escrevi aquele texto (o anterior) sobre o tempo, tinha em mente apenas uma pessoa e na velocidade impressionante que as horas passam se estamos juntos. Alguém assim não se encontra por acaso; e nem é por acaso que o tempo passa a ter importância nas conversas de quem tem vivido dias muito especiais. Era isso.

1 comentários:

VERINHA disse...

Boa noite amiga.
Há amiga querida adoro te ler, sei que estou repetitiva, mas adoro mesmo. As vezes nossos textos são interpretados de maneira diferente, tal qual como a bíblia. Só quem escreve sabe a intensidades de seus sentimentos.
Te entendo perfeitamente quanto a boa companhia faz o tempo voar.
Beijinhos minha já tão querida amiga.

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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