sábado, 11 de agosto de 2012

Algumas coisas

Minha mente fervilha. Milhares de pensamentos perpassam a parte racional mais profunda, invadindo e soterrando violentamente as minhas reflexões superficiais. Cabe tanta história em um ano como esse, cabe tanta cura e revolução em metade desse mesmo ano, cabem tantas lágrimas carregadas de gratidão, de ternura, de uma pureza ímpar que só se compare talvez com os ares etéreos respirados no céu - se é que existe "um céu" do jeito que ousamos imaginar. O que era dúvida para mim transformou-se em certeza antes que doze badaladas soassem: é o meu melhor ano!

Sei que muitas vezes venho aqui depositar indignações com um certo amargor recheando o discurso. Os últimos cinco (anos) foram de lapidação intensa. Lapidação mesmo: mais do que uma metáfora, é uma expressão clara de como as coisas acontecidas marcaram a pele a cada experiência. Fase crítica, dolorida. Não temos como dissociar a vida, compartimentar, separar em gavetas o que é vivido, o que é pensando, o que é sentido - somos uma totatidade!

Acredito a vida em ciclos. Terminei um, iniciei outro. Não sei bem precisar o ponto exato do término de um ou início de outro mas é assim que tenho sentido ultimamente: sensação de paz única e vontade muito grande de ser uma pessoa (ainda) melhor. Mágico! Apesar disso, continuo desiludida com a humanidade. E expresso eventualmente por aqui boa parte dos dissabores.

Esses dias, futricando as redes sociais, retirei matéria prima excelente para as minhas reflexões e indignações. Parêntese. Internet é o único meio de comunicação que acesso regularmente. Não vejo telejornais, não leio mídia impressa - fico sabendo de pouca coisa dos grandes fatos e acontecimentos da humanidade porque veja bem: se a História se repete, querendo saber o desenrolar dos fatos basta sentar-me com caneca de café com leite, abrir um bom livro (de História) e contemplar o "futuro". Fecha Parêntese. Pelas redes sociais acabo medindo um pouco a quantas anda o comportamento dos humanos conhecidos e nem tanto. Amiga disse-me certa vez que o advento da internet e dessas "redes" ajuda (?) as pessoas a colocarem para fora aquilo que elas têm de pior. Na verdade eu bem acho que elas reforçam o que temos de pior mas vá lá...

Lendo algumas postagens lá naquela "wonderland azul" irritei-me com umas fotos publicadas com legendas e alguns comentários tendenciosos. Confesso que despojei-me do habitual status paz e amor e ericei o pêlo aqui do outro lado. Bem que se diz que "a boca fala do que o coração está cheio"; no caso, observando a malícia e a maldade alheia posso bem dizer que veneno também escorre pelos dedos, teclam letras, chegam às telas de LED, LCD... Triste isso. Parei e encolhi, Guardei a malcriação. Vou fomentar ignorância alheia não.

Engraçado é que fosse um tiquinho mais antigamente eu compraria a briga, iniciaria uma discussão, um barulho, uma guerra mundial... Hoje não. Fico com a pureza das palavras do Pequeno Príncipe: "é preciso exigir de cada um o que cada um pode dar"... Se nada, nada. Paciência. E mais: eu ando tão feliz, tão contente ultimamente que não me resta muita energia pra gastar com aborrecimentos. Sempre tem um sorriso pra sorrir, uma canção pra cantar, um suspiro pra suspirar. Quero viver muito, viver bem, fazer muita gente feliz, SER muito feliz... Não é muito mas é tudo.

Estou pensando em comprar nanquim e umas aquarelas, voltar a desenhar, trabalhar no projeto de ilustração. Mais uma ou duas semanas e dedicar-me-ei somente à produção de VIDA e ALEGRIA. Chega dos rigores acadêmicos - estou cansada dessa roda dos intelectuais. Precisando ler poesia e histórias em quadrinhos até minha pele recobrar o viço; rir até produzir colágeno suficiente para me transformar novamente em um bebê. Quero sentar no banco da praça, à sombra das àrvores e ficar olhando o povo passar sem ter que falar com ninguém mas aberta à possibilidade de tecer alguns dedinhos de prosa.

Tenho recebido da vida mais do que sonhei que um dia receberia. Tudo ao meu redor respira gratidão.

Sem mais por hoje.

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