segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pára tudo!


Pára, pára tudo que eu acordei com aquela sensação de novo! Fazia muito tempo que não encarava essa antiga inimiga íntima mas olha ela aqui outra vez! Eu bem que fiz tudo certinho, chequei as portas e janelas, minimizei o espaço de contato, olhei pros dois lados e embaixo da cama antes de deitar... Revirei gavetas e atrás do sofá. Abri a porta da geladeira, depois fechei. Não vi por onde ela entrou mas notei sem demora a indigesta presença quando o vento gelado fez percorrer um arrepio na minha espinha. Não sei o que me dá de tempos em tempos. Essa sensação de aperto, de nó na garganta, de sufocamento me persegue desde que me entendo por gente - vai e volta sem deixar sinal nem aviso, causa um estrago tremendo, me deixa confusa, com medo, irritadiça, pensando em fazer insanidades só pra me livrar dela... (...)

Queria ter uma vida mais normal, mais amena. Porém, nada por aqui acontece de maneira convencional e isso tem dois lados (ruins): o primeiro deles é que a comparação com a vida insossa alheia é inevitável e sendo assim, tem sempre aquela horinha em que sorrateiramente o inconsciente chega ao absurdo de desejar a monotonia da vida do vizinho. A outra face dessa vida-montanha-russa-desgovernada é que o costume com os loopings faz com que qualquer calmaria ou estrada em linha reta se transforme em um estado de tédio e solidão insuportáveis.

É isso e mais um tanto. Estou naqueles dias de querer cavar um buraco profundo, entrar dentro e só sair quando esse banzo passar, só quando passar... Aconteceu nada não. O mais estranho e incômodo disso tudo é exatatamente a não-razão aparente pra essa falta de paciência comigo, com os outros, com a vida. Enfim...

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