domingo, 30 de setembro de 2012

Tudo igual, mesma coisa...

"... e quando vier o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá."
(1 Coríntios 13:10)

Foi o verso que me ocorreu de ontem para hoje. Nada mais. Estamos falando de perfeição e intensidade nunca vividas. Minha vida é um assombro! A fase que estou vivendo me encanta e assusta ao mesmo tempo; nunca foi assim antes, nunca. Eu tento silenciar e disfarçar mas os meus olhos radiantes e o meu sorriso acabam denunciando, entregando o jogo. Tudo faz todo sentido agora, cada dia é um novo dia, uma nova emoção, um novo encontro. Passou o tempo da solidão e desesperança; agora, olho para o lado e adiante - sempre tenho um bom motivo para viver bem, estar feliz, dormir em paz. São dias de regar o amor com lágrimas de alegria... E tudo isso é muito bom!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Editorial? Olha!

Sou eu aqui buscando informações e reunindo inspiração para escrever um editorial para uma revista. O convite veio hoje cedo. Ponto. Fazia tempo que eu não escrevia nada do gênero nem recebia proposta do tipo. Estou destreinada. Aliás, estou mesmo é em "estado de espera". Quase dois anos habituada com a escrita nos moldes acadêmicos, uma atividade assim me fez meio que tremer nas bases; não estava esperando. Enfim... Falar verdade, eu ando é bem preguiçosa mesmo, sem querer nada com a dureza da escrita. Me dou ao luxo de estar cansada e evitar certo tipo de compromissos, de atividades mas por outro lado a vaidade e essa mania meio kamikaze de ser falam mais alto de vez em quando. Por isso a sensação de satisfação e ao mesmo tempo de incômodo, ansiedade com a escrita do editorial. Acho que não estou em condições de apresentar postagem coerente mas, em poucas palavras: é isso.

domingo, 23 de setembro de 2012

As árvores*


Pintei um painel decorativo de uns 8m de largura para a entrada da Feira de Ciências lá da escola onde trabalho. Era pra ser uma floresta, que virou uma árvore, que virou um jardim... Enfim, depois do trabalho concluído (com colaboração, é claro), fiquei bem contente com o resultado! Não era para ser assim tão coincidentemente significativo; olhando pra árvore fiquei imaginando e ruminando tanta coisa, tanta ideia: a de fertilidade, de "dar frutos", de "ser fruto"... Uma pessoa me perguntou o porquê dos espelhos. Respondi que eram para representar os frutos de maneira não-convencional. Era mesmo para as pessoas passarem e olharem-se refletidas nos frutos - naquela hora a pessoa seria o próprio fruto, sentiria que faz parte da árvore... Muita viagem!


Eu sei que o dia da árvore já passou e eu nem sou ligada a essas coisas de datas comemorativas, mas  é que a semana foi tão corrida e só agora tive tempo de dar uma paradinha para registrar alguns acontecimentos. Andei trabalhando pesado esses dias: exercitando a criação, brincando de Deus! Parece absurdo mas é que quando penso nessas coisas de "imagem e semelhança", a primeira impressão que tenho é a de ter herdado um cadinho do potencial criativo do próprio Criador. Estou postando algumas fotos para deixar registrado o momento. E a música do Arnaldo (Antunes) que é pura poesia.

 As árvores são fáceis de achar
Ficam plantadas no chão
Mamam do sol pelas folhas
E pela terra
Também bebem água
Cantam no vento
E recebem a chuva de galhos abertos
Há as que dão frutas
E as que dão frutos
As de copa larga
E as que habitam esquilos
As que chovem depois da chuva
As cabeludas, as mais jovens mudas

 

 As árvores ficam paradas
Uma a uma enfileiradas
Na alameda
Crescem pra cima como as pessoas
Mas nunca se deitam
O céu aceitam
Crescem como as pessoas
Mas não são soltas nos passos
São maiores, mas
Ocupam menos espaço
Árvore da vida
Árvore querida
Perdão pelo coração
Que eu desenhei em você
Com o nome do meu amor.

 * Arnaldo Antunes

Youhuhu

(...)
Ai, ai, ai, moreno,
Desse jeito você me ganha,
Esse teu chamego,
O meu dengo e a tua manha.
Ai, ai ai, moreno,
Tua pele não há quem negue,
Cor de quente, coração,
Toda estrela e sol te seguem.


Só vou se for com ele,
Eu tenho medo de avião,
Se eu fico longe dele
Eu perco o norte e o chão.
Só quero saber dele
E nada mais importa.
Eu vou ficar com ele,
Que ele pega a minha mão
E nunca mais me solta.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Antiguidade nova



É que costumeiramente eu tenho a mania de parar e pensar na vida. De tanto pensar, acabo me perdendo das conclusões e me afundando tanto mais nas confusões, nas confissões, enfim... Cansaço novamente pesando sobre os ombros, um frenesi de coisa acontecendo, de situações a administrar. A minha vida segue firme equilibrando a balança entre dois pratos de conteúdos divergentes: de um lado a felicidade transbordante e do outro o eterno e absurdo drama de quem (parece que) nasceu para sofrer (todas) as dores antes de, finalmente, experimentar alguma satisfação.Ando de um jeito que (quase) nada me abala. Já vi um bocado nessa vida e entendi bem menos. Não importa, estou bem viva (ainda) e isso basta!

domingo, 16 de setembro de 2012

Eu penso sempre nessas coisas...

Domingo é dia

Eu estava aqui pensando na vida, enquanto o sol escaldante do Planalto Central consome o que ainda tenho de juízo. Tem feito um calor angustiante aqui no DF! A temperatura alta e a secura do ar causam vários efeitos (bem indesejáveis, por sinal) à nossa saúde: um deles é essa preguiça infinita, essa moleza no corpo que tira a vontade de fazer - das coisas mais simples às mais complexas.

Essa semana decidi levar a sério uma promessa que fiz a mim mesma. É que depois de terminar os dois cursos (simultâneos) de pós-graduação, tracei a meta de ler apenas coisas leves e despretensiosas até o final do ano. Confesso que não foi fácil (nem está sendo) de me desarraigar dos cânones acadêmicos; parece-me que é uma espécie de vício ou nódoa que se aprega (é, foi isso mesmo o que quiz dizer: se aprega) intimamente à nossa essência e quando se vê, caminha-se novamente em direção ao rigor das normas e técnicas. Eu é que sei...

Separei umas leiturinhas básicas aqui e espalhei ao alcance dos olhos e das mãos. Já que não assisto TV, me sobram as ondas da internet ou do rádio e os livros. Bem penso eu que o que me sobra é a melhor parte, mas não vamos discutir tal assunto por agora. Basta dizer que na melhor fase da minha vida (esta) tenho o prazer de me dar ao luxo de fazer escolhas melhores. Ando muito feliz e é só isso, não há muito o que declarar.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Então assim tudo tanto...

São duas sombras e a água transparente. O calor e a sequidão do estio do Centro Oeste às vésperas da Primavera. O Sol escalda, o vento é morno mas os pés estão geladinhos, mergulhados confortavelmente no pocinho enquanto a gente conversa como velhos amigos e tira foto. É, nunca poderia imaginar uma cena assim mas maravilhosamente aconteceu. Tem coisa que a gente espera tanto que até esquece do que estava esperando, aceita outra coisa qualquer ou simplesmente deixa de esperar. Foi assim comigo. Nem mais sabia o que queria da vida até a própria vida trazer até mim o que está muito além das minhas expectativas. E ela (a vida) segue em frente, firme. Seguem os dias em que se trabalha, produz, cansa e descansa (na verdade, mais cansa...). Ah, dias em que a gente ama e sente saudade e mais saudade! É isso. Sem mais por hoje.

domingo, 2 de setembro de 2012

Dormir

"Às vezes é preciso dormir, dormir muito. Não pra fugir, mas pra descansar a alma dos sentimentos. Quem nasceu com a sensibilidade exacerbada sabe quão difícil é engolir a vida. Porque tudo, absolutamente tudo devora a gente. Inteira."

Esse texto circula pelas redes sociais já faz um tempo; assina: Marla de Queiroz, que eu não sei quem é e nem posso afirmar se realmente lavrou o ditame, visto que internet é lugar impróprio para se reclamar autoria de alguma coisa. Caiu na rede, é peixe - como reza o dito popular que a minha mãe recitava quando eu era ainda (mais) criança!

Mas é isso aí mesmo que eu escreveria hoje: "às vezes é preciso dormir, dormir muito"... Dormir como dormi hoje praticamente durante todo o dia. Fazia tempo que não passava tanto tempo na cama, remoendo a vida, repensando escolhas e dormindo, dormindo, dormindo, dormindo. Revendo conceitos, assistindo os últimos capítulos de uma série de TV, um filme antigo e mais dormindo. Não sei se dormia nos intervalos das visualizações ou as próprias visualizações eram o intervalo do sono. Sei que dormi muito. Talvez não o bastante.

sábado, 1 de setembro de 2012

Quando entrar setembro...

Passou um trator por sobre mim de ontem para hoje. Ou o trator simplesmente ficou passando por sobre o meu corpo, ida e volta, durante toda a semana. Quando cheguei do trabalho em plena sexta-feira, meus planos eram necessariamente: banho, organizar minimamente a desordem do quarto e me afundar entre os meus travesseiros - queria dormir uma eternidade; dormir para DES-CANSAR, dormir para esquecer, simplesmente dormir... Até a claridade do dia seguinte. Mas não, há sempre um drama escondido atrás das cortinas.

Enrolada na toalha, tentei me arrastar até o banheiro quando o telefone tocou. Era a minha irmã que mora em outro estado. Começamos pelo celular, em seguida o fixo, a ligação se estendeu por mais de uma hora de lágrimas, risadas e palavrões. Mais lágrimas e palavrões, bem dizendo a verdade. Era tanta história, era tanto absurdo acumulado com saudade e outras coisas mais... Vez ou outra a gente se perguntava por que tanto drama, se a única coisa que a gente quer e busca é estar em paz, estar bem, fazer o bem, essas coisas... E era tanta história e tanta saudade. Misturaram-se todas as sensações com o cansaço intenso (...). Tudo dói: até ser (muito) feliz!

Fiquei refletindo enquanto conversávamos ao telefone e cheguei mesmo à conclusão que há algo mágico nos relacionamentos, há um potencial curador fortíssimo envolvido quando o assunto é "pessoas que amamos". Todas as dores da semana foram se dissipando em lágrimas à medida que os minutos se passavam na nossa conversa. Estar distante do que nos faz bem é que estraga a nossa vida interior, de alguma forma - acho que é isso! Já estive em posição de ganhar (algum) dinheiro, de ter (algum) status, ando acumulando títulos acadêmicos, me chamam de "especialista" em uma porção de coisas e tenho um milhão de habilidades "desejáveis"... Tudo isso, simplesmente não basta! Nem satisfaz. Uma conversa simples ao telefone faz perder de vista todas as riquezas do mundo por um motivo muito simples: o que temos de mais valioso é a alma (seja qual for a o significado atribuído a esta).

Amor é cura pras dores mais profundas. É sério! O telefonema foi interrompido pela visita de um casal que eu ajudei a unir. Corrida para vestir uma roupa decente para recebê-los. Ainda com a "cara" inchada de tanto chorar, a mana ainda na linha, recebi o abraço dos amigos aqui na sala de casa: vieram fazer o convite formal: serei madrinha do casamento. Essa é outra história cômico-dramática (que fica para outra ocasião, quem sabe). Minha vida dá um roteiro de filme; só não sei em que categoria entraria (risos, muitos risos...).

Mal me despedi dos dois (visita rápida), sentei-me na cama novamente para dar continuidade ao plano inicial, lembra? Eu só queria tomar um banho e dormir... Teve mais: o telefone tocou novamente. Era ele, que completa a minha felicidade, que enche de alegria os meus dias desde a primeira vez que nos encontramos. Depois de tanta emoção, eu nem tive como me expressar adequadamente, acho que embolei um discurso psicodélico ao telefone nos poucos minutos que tínhamos de disponíveis. O fator tempo, de uns tempos para cá, tem sido cruel e crucial na minha vida. O próprio significado do que vem a ser "tempo" tem sofrido variações de acordo com o impacto emocional que causa. Era pouco - o tempo - mas o sentimento... de proporções não-mensuráveis.

Não sei se consegui me fazer clara mas depois de ter um (breve) contato com o que me faz feliz, a noite de sexta-feira foi de paz e descanso. O stresse maluco da semana, a angústia, a tristeza, a insegurança... ficaram todos para trás. Voltamos ao plano inicial, à estaca zero: de viver bem, e melhor a cada dia... Sem mais por hoje.

Pode ser cruel a eternidade, eu ando em frente por sentir vontade.

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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