domingo, 28 de outubro de 2012

"Calma, pra contar com os dedos..."

Há aproximadamente cinco meses minha vida mudou (completamente). Não foi mudança brusca não; mudou serenamente, sem alarde, sem grandes impactos ou explosões; mudou para melhor, como não achei que fosse possível acontecer um dia. Mudou de dentro para fora, mudou e vem sofrendo transformações a cada dia, de maneira que ao examinar-me, noto que ainda sou muito a mesma só que uma versão melhorada - experimentando amadurecimentos.

Repare bem que tão alma cansada que eu era, em matéria de amor, já havia perdido as forças e as esperanças de porventura viver realidade nova tal qual agora. Andava meio calejada de tanto levar pancada, de tanto sonhar-esperar-desejar e não alcançar nada - eu não queria mais nada em matéria de relacionamentos, só investir em mim, gostar de mim e ver a vida passar sem sobressaltos. Nada quero tanto quanto viver tranquila, em paz.


Dia desses, lia uma besteirinha ou outra enquanto navegava na rede. Fiquei "sabendo" que as pessoas descompromissadas, as que não estão envolvidas em nenhum relacionamento amoroso, geralmente se enveredam por um de dois caminhos opostos: ou tentam encontrar alguém na expectativa de que tal criatura seja capaz de acrescentar-lhe a felicidade ou então consomem-se em ojeriza aos apaixonamentos de maneira a desprezar as atitudes românticas e engajadas dos seres humanos em redor. Pois bem que eu, apesar de não fomentar extremismos em nenhuma área da vida, confesso que estava cento e um por cento enquadrada na segunda categoria. Não pensava nem queria conhecer ninguém. Gostava da solidão. Mas não era aquela solidão sofrida porque bem sei entreter e fazer companhia a mim mesma - eu me bastava e não desejava correr riscos. Fecha parêntese.

Daí que quando por completo descartei a possibilidade, um gesto simples desmancha toda estrutura de pedra, vence a resistência.

Foi um acontecimento desses assim que gera desconfiança logo no começo, que estranha-se muito por ser novo e bom demais (pra ser verdade). E pra quem tinha a capa do ceticismo já aderida à pele como era o meu caso, mais difìcil ainda deixar a poeira assentar e se conformar com a nova situação, com a nova possibilidade. Demorei mesmo para desativar o freio de mão, relaxar de vez e deixar correr livre. Era pra ser só um tira-teima, um encontro pra saciar a curiosidade e colocar uma pedra sobre o assunto de vez, reafirmar a certeza de que essas coisas não existem, não dão certo, não pra mim. Mas tudo foi simplesmente acontecendo.

E veio o dia após dia, uma vontade que cresce conforme o tempo passa; vontade de acelerar e parar o tempo ao mesmo tempo. Não tinha desespero e o próprio tempo passou a ter novas importâncias e significados. Veio a pressa para ver onde isso ia acabar. Veio o medo terrível de acabar antes de ver até onde poderíamos ir. Veio um pavor de viver os mesmos dramas do passado, assistir reprise dos filme de terror que já estiveram em cartaz na minha vida. Veio uma vontade louca de fugir, de sumir, de não-ser, de negar tudo e dizer que foi um grato engano antes de ver a mim mesma envolvida em mais uma história que não daria em nada (era o que eu pensava).


Mas aí veio também uma amizade e um carinho capazes de tranquilizar o coração mais apavorado. Veio uma habilidade de rir juntos e uma sintonia capaz de solucionar problemas em parceria em questão de minutos; um querer bem e uma vontade de fazer o bem que dissolve as diferenças: de crenças, de temperamentos. Somos tão diferentes mas regulados numa mesma frequência - algo mágico! Todo dia é dia de celebrar deslumbrados como o Universo (ou coisa qualquer que interfira diretamente nos destinos - se é que ele existe!) foi absolutamente generoso ao permitir um encontro de tamanha grandeza. Hoje, sem dúvida, o meu nome encontra-se no rol das pessoas mais felizes que já pisaram na Terra!

A despeito de alguns meses que se passaram, o impacto de olhar nos olhos (ainda) é o mesmo da primeira vez. E eu, demorei dias para escrever esse texto porque não encontrava palavras... Não há como definir. O tempo, os sentimentos, as palavras hoje têm um peso maior - é preciso escolhê-las com cuidado! O que posso dizer é que amo, e o meu jeito de amar não tem nada com juras para um futuro próximo ou distante. Conto os dias como um HOJE. Amo desde que haja um hoje! E cada risco no calendário quer dizer simplesmente que mais um dia passou, limitado e infinito quanto a própria eternidade.


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Cestinha de flor

São tantas coisas... Mas muitas coisas mesmo! Eventos, aulas, provas, trabalhos, notas, chamadas e trabalho-trabalho-trabalho-trabalho. Estranho se fosse diferente! Quando eu pensava que a minha complicação de fim-de-ano já estava com a agenda fechada, que eu poderia sofrer em paz com a carga pesada das coisas a fazer, eis que surge a possibilidade de aplicar o projeto de Novela Gráfica (recém-parido) com quatro turmas de Ensino Fundamental na escola onde trabalho. O professor regente saiu de cena e eu acumulei mais essa carga. Sem mais. Trabalho e habilidade para improvisar postos à prova: mas é claro que eu topei a parada!!!

Daí que não-nada satisfeita, durante essa semana eu vinha recebendo uns emails estranhos sobre um curso de capacitação de tutores para cursos à distância. Confesso que apaguei uma porção deles achando que o Gmail estava abrindo a guarda da minha caixa de entrada para Spams ou coisas do gênero. Já irritada com a oferta, abri e li atentamente até o final para saber do que se tratava. Ah, sim, fui selecionada como tutora de um curso à distância e preciso concluir as (muitas) horas de formação até o dia 28 próximo. É claro que eu poderia recusar a oferta, só que não! Comecei a estudar ontem, dormi tarde mas feliz. É mais uma experiência para o currículo e uma adrenalinazinha a mais na corrente sanguínea (risos, claro).

E pra finalizar o post, "todo mundo" resolveu casar esse ano, já que o mundo vai acabar! Ou casar ou ter filhos! Toda semana é um chá: de fraldas, de lingerie, de panelas... Ou noivado ou cerimônia... Haja figurino, sorriso e disposição pra tanta festa, pra tanto choro e fotografia, pra tanta gente amando e querendo o bem. Tá certo! Felicidade é pra quem corre atrás mesmo... Próximo sábado casam-se duas joias preciosas na minha vida - eu mesma os apresentei e fico naquela mistura de alegria e responsabilidade porque o negócio ficou bastante "sério" - vão subir no altar!

Minha contribuição foi a ornamentação da cestinha da florista cujas fotos seguem abaixo. Eu bem que levo jeito pra coisa, rs! A foto de divulgação quem fez foi o meu amigo-irmão, Diogo Hamlet. Valeu, parceiro!

E a semana  está só na metade!


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Novela gráfica

domingo, 21 de outubro de 2012

That's it!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Dois cafés



Tem que correr, correr
Tem que se adaptar
Tem tanta conta e não tem grana pra pagar
Tem tanta gente sem saber como é que vai

Priorizar
Se comportar

Ter que manter a vida mesmo sem ter um lugar
Daqui pra frente o tempo vai poder dizer
Se é na cidade que você tem que viver
Para inventar família, inventar um lar

Ter ou não ter
Ter ou não ter
Ter ou não ter
O tempo todo livre pra você

O banco, o asfalto, a moto, a britadeira
Fumaça de carro invade a casa inteira
Algum jeito leve você vai ter que dar

Sair pra algum canto, leva na brincadeira
Se enfia no mato, na cama, na geladeira
Ter algum motivo para se convencer

Que o tempo vai levar
Que o tempo pode te trazer
Que as coisas vão mudar
Que as coisas podem se mexer

Vai ter que se virar para ficar bem mais normal
Vai ter que se virar para fazer o que já é
Bem melhor, menos mal, menos mal
Mais normal

Tem que correr, correr
Tem que se adaptar
Tem tanta conta e não tem grana pra pagar
Tem tanta gente sem saber como é que vai

Priorizar
Se comportar
Ter que manter a vida mesmo sem ter um lugar

O banco, o asfalto, a moto, a britadeira
Fumaça de carro invade a casa inteira
Algum jeito leve você vai ter que dar

Sair pra algum canto, leva na brincadeira
Se enfia no mato, na cama, na geladeira
Ter algum motivo para se convencer

Que o tempo vai levar
Que o tempo pode te trazer
Que as coisas vão mudar
Que as coisas podem se mexer

Vai ter que se virar para ficar bem mais normal
Vai ter que se virar para fazer o que já é
Bem melhor, menos mal, menos mal
Mais normal

Dramas a mais

Tem horas que paro e (re)penso a vida toda e essa realidade nova que experimento. O tempo que chamo de hoje apresenta tantas - e tantas histórias para contar que nem se eu me sentasse aqui e digitasse pelos próximos quinze ou vinte dias, sem descanso. Aliás, descanso mesmo é palavra que não tem significado claro para mim, faz tempo! Agora mesmo, minhas pálpebras estão pesadas, insistem em fechar mas o cérebro não permite, não deixa...

Antigamente - ou não tão antigamente assim - eu me perguntava com frequência sobre o por que de tanto drama na  minha vida; hoje aprendi que as situações dramáticas são parte da própria coisa à toa e ao mesmo tempo esplendorosa que chamo de vida! Por aqui tudo tem que ter um chorinho, uma dorzinha (e o sufixo diminutivo denota não a pequenez da coisa em si, mas de um certo desprezo diante dessa confusão toda que me assola de tempos em tempos).

Muita coisa mudou de uns anos para cá; mas muitas coisas mesmo! E por mais que tudo vá bem (essa parte eu já observei, experimentei e comprovei) - há sempre uma complicaçãozinha antecedendo cada acontecimento bom, cada conquista. Isso não muda! Mas o que mais tem me impressionado ultimamente, para além dos acontecimentos, é que os dramas e as dores não têm mais o mesmo impacto que antigamente causavam: cresci e amadureci em vários aspectos. Em certo sentido posso até dizer que estou orgulhosa de mim.

Fim da fase melancólica e das lamentações. O tempo abriu espaço para um novo tempo e o próprio sentido da palavra T E M P O meio que tem se modificado a cada situação vivida - seja "drama" ou conquista. Pausa. Deixe-me explicar o que quero expressar quando menciono "drama": é que existem situações absolutamente comuns, corriqueiras a serem vividas diariamente; isso assim, na base da simplicidade, sem complicações. O problema - ou o "drama" acontece quando o imprevisto (e improvável) faz com que a coisa toda desande, frustrando as suas expectativas de ter um dia tranquilo por exemplo. Os "dramas" são as complicações que aparecem assustadoramente e indesejavelmente nas circunstâncias mais simples. É isso.

Com drama ou sem drama, eu tenho vivido bem (e melhor). Não sei precisamente desde quando mas os acontecimentos mais recentes só têm acrescentado alegria sobre alegria. Estou cansada? Sim. Mas o cansaço ainda é muito menor que a saudade, que o amor, que a felicidade que eu tenho experimentado. E por falar em felicidade, há que se inventar todo dia um significado para ela; é o que tenho feito. Sem mais.

domingo, 7 de outubro de 2012

Tempo de paz

Vai virar filme, vai virar livro, vamos ter que contar essa história. É impressionante como não precisamos nos explicar tanto para compreender e fazer-nos compreendidos; as pessoas precisam saber que isso existe, e crer que essa realidade pode acontecer, mesmo com quem menos espera, quando menos se espera. Eu já havia considerado caso perdido, desistido de tentar, de procurar, de entender mas maravilhosamente aconteceu: a paz que eu tanto esperava chegou à minha vida com uma força avassaladora e ao mesmo tempo uma serenidade capaz de fazer adormecer os medos, dissolver os nódulos que o tempo e as más experiências foram deixando ao longo dos anos.

(...)


Sejam bem-vindos!

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