sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Dramas a mais

Tem horas que paro e (re)penso a vida toda e essa realidade nova que experimento. O tempo que chamo de hoje apresenta tantas - e tantas histórias para contar que nem se eu me sentasse aqui e digitasse pelos próximos quinze ou vinte dias, sem descanso. Aliás, descanso mesmo é palavra que não tem significado claro para mim, faz tempo! Agora mesmo, minhas pálpebras estão pesadas, insistem em fechar mas o cérebro não permite, não deixa...

Antigamente - ou não tão antigamente assim - eu me perguntava com frequência sobre o por que de tanto drama na  minha vida; hoje aprendi que as situações dramáticas são parte da própria coisa à toa e ao mesmo tempo esplendorosa que chamo de vida! Por aqui tudo tem que ter um chorinho, uma dorzinha (e o sufixo diminutivo denota não a pequenez da coisa em si, mas de um certo desprezo diante dessa confusão toda que me assola de tempos em tempos).

Muita coisa mudou de uns anos para cá; mas muitas coisas mesmo! E por mais que tudo vá bem (essa parte eu já observei, experimentei e comprovei) - há sempre uma complicaçãozinha antecedendo cada acontecimento bom, cada conquista. Isso não muda! Mas o que mais tem me impressionado ultimamente, para além dos acontecimentos, é que os dramas e as dores não têm mais o mesmo impacto que antigamente causavam: cresci e amadureci em vários aspectos. Em certo sentido posso até dizer que estou orgulhosa de mim.

Fim da fase melancólica e das lamentações. O tempo abriu espaço para um novo tempo e o próprio sentido da palavra T E M P O meio que tem se modificado a cada situação vivida - seja "drama" ou conquista. Pausa. Deixe-me explicar o que quero expressar quando menciono "drama": é que existem situações absolutamente comuns, corriqueiras a serem vividas diariamente; isso assim, na base da simplicidade, sem complicações. O problema - ou o "drama" acontece quando o imprevisto (e improvável) faz com que a coisa toda desande, frustrando as suas expectativas de ter um dia tranquilo por exemplo. Os "dramas" são as complicações que aparecem assustadoramente e indesejavelmente nas circunstâncias mais simples. É isso.

Com drama ou sem drama, eu tenho vivido bem (e melhor). Não sei precisamente desde quando mas os acontecimentos mais recentes só têm acrescentado alegria sobre alegria. Estou cansada? Sim. Mas o cansaço ainda é muito menor que a saudade, que o amor, que a felicidade que eu tenho experimentado. E por falar em felicidade, há que se inventar todo dia um significado para ela; é o que tenho feito. Sem mais.

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