domingo, 25 de novembro de 2012

Pensando

Sabe, a vida tem me ensinado coisas. Ensinado, por exemplo, a dar valor a quem ou a o que realmente tem valor. E nem precisa observar tanto, não precisa grande esforço para descobrir a diferença entre o que (ou quem) tem e o que (ou quem) não tem.

Também tenho aprendido a fazer as coisas quando há uma combinação perfeita entre "querer" e "poder". Um ou outro, isolados, não movem a minha vontade.

Hoje passei o dia envolvida nas coisas do meu trabalho. Adiantei bastante o serviço. No início da jornada, meio que a contra-gosto. Reclamei um pouquinho, chiei não poder dedicar o meu tempo à diversão, ao descanso ou ao ócio mas depois relaxei. Também tenho aprendido a enfrentar as responsabilidades com um mínimo de dignidade (risos); é o mínimo necessário. Confesso que eu mesma fico bastante irritada com gente resmungona - não posso me dar ao luxo de estar entregue aos deleites da vida comum-sem-graça-da-maioria.

Fiz o que dei conta de fazer. Parei agora e me peguei pensando em coisas que ficaram para trás. Ouvindo umas músicas aqui e lembrando das circunstâncias em que eu as ouvia há alguns anos. Parei para agradecer a Deus porque os tempos difíces deram lugar a outros tempos, menos difíceis e com alguma esperança a mais. Tenho vivido dias especiais.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Vida offline, flores, chocolates e outras coisas...

Nada como uma semana sem telefone nem internet em casa para colocar em ação habilidades soterradas pela vida totalmente afetada pela tecnologia. Pareceu mesmo uma eternidade, só que não; tem jeito para tudo e nem tive tempo de sentir pena de mim mesma (por causa do serviço acumulado) ou raiva da situação desconfortável.

Era a falta da vidinha virtual e a consciência da pequenez humana forçosamente salientada pelas chuvas de novembro. Quanto estrago! Nem me incomodo tanto com essas coisas; tomo banho de chuva (muito a contra-gosto, bem verdade) mas chego em casa pronta para um banho quentinho, muda de roupa limpa e a comidinha da mamãe. Como bem dizia a canção dos Guns'n Roses: "nada dura para sempre, nem mesmo a chuva de novembro".

A net voltou, as águas deram trégua, consegui atualizar as pendências de maneira a adiar as rugas de preocupação e ainda por cima, entrei numa fase em que as pessoas inventaram de me presentear. Ontem ganhei flores de uma aluna - hoje, chocolates de uma amiga. Saí do trabalho pisando em nuvens e me perguntando por que raios a vida resolveu ser generosa comigo de uma hora para outra?

(...)

Falar verdade, não tenho certeza se quero realmente saber "os porquês" da coisa toda mas posso adiantar que ando feliz demais da conta por esses dias. Tem motivo especial e não tem ao mesmo tempo - todos os motivos são especiais. Simples assim. E fim.

domingo, 18 de novembro de 2012

Só para constar

Casamento, para mim, é aquilo que só acontece no coração de dois seres humanos; casamento para ele(s) é uma cerimônia principesca, medieval, católica, que não existiu a vida inteira e que foi instituída pelo Catolicismo e adotada pelo Protestantismo, quando toda camponesa tem direito a uma noite de princesa. (pausa) Com documento cartorializado e com um oficiante pagãmente profissional realizando o ato. Casamento para eles é paganismo.

(...)

(Caio Fábio)

Do que me encanta

Fabuloso mundo das imagens. Eu meio que parei de ler alguns tipos de livros de dois meses para cá. Leitura obrigatória só se for imprescindível para resolver algum enigma de ordem profissional; doutra sorte, entreguei-me totalmente à poesia, à literatura e às novelas gráficas (HQs). Estou cada vez mais impressionada - e apaixonada pela maneira ímpar de dizer muita coisa, grandes coisas, transmitir ideias complexas através da simplicidade da linguagem das histórias em quadrinhos.

O desenho combinado (ou não) com as palavras causam-me uma espécie de êstase dificil de explicar. Tenho que organizar o meu tempo, desenhar e pintar mais... Comprei uma pá de materiais depois que terminei os dois cursos mas ainda a onda de inspiração que eu nenho esperando não me atingiu; espero que venha logo!

A obra aí logo abaixo eu encontrei numa dessas comunidades em rede social. Assim como a da postagem anterior. A diferença é que essa aqui não tem nenhuma referência autoral - uma pena isso! Ás vezes, quando tenho a oportunidade de ver algo veramente belo, dá vontade de saber quem foi que "fez", quem sabe ir até a pessoa, apertar-lhe a mão, dar-lhe um abraço e agradecer por trazer a beleza das regiões etéreas até o alcance dos meros mortais como eu e você.

É isso. Sem mais por hora.


sábado, 17 de novembro de 2012

É isso!


Então...

Transtorno bipolar, também conhecido como psicose maníaco depressiva, é uma desordem cerebral que causa alterações incomuns no humor, energia e capacidade de desempenhar funções. Diferente das variações normais de humor que todas as pessoas têm, os sintomas do transtorno bipolar são severos e podem resultar em danos aos relacionamentos, performance ruim no trabalho e estudo, e até suicídio. Porém há boas notícias, porque pessoas passando por psicose maníaco depressiva podem ser tratadas e levar uma vida produtiva.

AMORas e abacates

Esqueci o pacote com os abacates dentro do carro dele. Foi um dia quente, corrido, e a gente passou um tempinho juntos conversando sobre coisinhas à toa, nem por isso menos importantes. O meu amor sempre me surpreende: dessa vez preparou uma torta com calda de amoras - pessoas que amo muito nessa vida sabem demonstrar carinho através dos dotes culinários: minhas avós (uma delas já se foi), minha irmã do meio, agora ele!

A torta meio que desandou, receita desencontrada: a massa ficou solada, endurecida. A calda ficou boa, mas sem o equilíbrio com a massa, ficou meio enjoativa. E isso, por acaso, diminuiu a grandeza do gesto?! Não, absolutamente! Eu fiquei ali sem fala, olhando pra ele enquanto servia a torta nas tigelinhas. Admiração é pouco! Gestos muito simples são capazes de causar em mim um impacto, um espanto muito grandes. Talvez tenha sido a melhor torta que eu já comi.

Depois os abacates. Ora, mas por que eu fui esquecer os abacates dentro do carro?! Hoje eu entendi que, mesmo a minha distração, essa minha mania incorrigível de ser muito "desligada" pode até mesmo colaborar para a minha felicidade, em algum momento qualquer. Ele veio trazer os abacates. Junto com eles, a voz, o sorriso, o abraço, o carinho que só tem graça se for assim do jeitinho dele pra me fazer tão feliz.

Amanhã talvez eu faça uma vitamina. Ou decida viajar pra bem longe (se ele for junto, claro). O que vai ser eu não sei - sei do que já é.

(...)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Enquanto as unhas secam

Aproveitei o feriado para fazer jejum de palavras - e ajeitar as unhas. Enquanto isso, penso na vida. Muito bom poder trancar a língua dentro da cavidade bucal vezenquando para dar vazão à produção farta de pensamentos. Dá pra medir a quantas anda a espiritualidade; dá pra avaliar mesmo do que a mente e o coração estão cheios antes de sair por aí azedando o dia dos outros com os nossos reclames.

Falar verdade, não tenho tido muito do que reclamar: guardadas as devidas proporções, tenho experimentado dias de colheita das sementes que venho plantando ao longo dos parcos anos de vida que (já) acumulei. É bom olhar pra vida e para as pessoas em redor com a consciência tranquila. Aliás, acho que já postei aqui, certa vez, que essa vida "certinha", regrada, sem tirar nada de ninguém, em última instância deve servir apenas para isso mesmo: dormir com a consciência tranquila. Isso porque os benefícios de tentar viver uma vida íntegra não aparecem assim, de uma hora para outra - então, frequentemente podemos ser assaltados por uma sensação assim, de que nada vale a pena, de que somos muito injustiçados, "que eu poderia estar roubando, estar matando", etc, etc.

Hoje eu tenho uma consciência e um coração tranquilos. Tenho aprendido lições valiosas a cada dia. E tenho refeito as minhas maneiras de pensar sobre a vida, sobre as coisas... Não existe sensação melhor do que a de viver em paz - é ela que busco e é a companhia dela me é mui grata todas as manhãs: a Paz. Dizia isso mesmo noite passada a uma amiga querida que fez-me visita. E penso agora em tudo isso enquanto olho as unhas recém-pintadas de rosa.

Coisa boa poder dedicar o corpo a certas futilidades enquanto entrega-se a mente às reflexões profundas acerca da própria existência. Coisa boa essa, reconhecer e reafirmar a existência através do exercício de pensar - e quem sabe, nesse meio-termo, conseguir levar outros a(o) pensar também.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Doce novembro

domingo, 11 de novembro de 2012

Para quê mesmo?

AMORas

Ontem ele me trouxe um mimo: um saquinho transparente com uma porção de amoras. Saí pulando feito criança, contente da vida mas depois fiquei matutando. Por que tanta alegria, tanta festa?! Eram só umas frutinhas mínimas cuidadosamente lavadas e acomodadas numa embalagem plástica! Depois de raciocinar um pouco acabei descobrindo que o encanto está justamente em ser muito simples e singelo. Há todo um significado!

Lembrei que eu mesma ajudei a colhê-las (as amoras) algumas horas antes, depois de termos almoçado juntos, num intervalo entre um turno e outro do trabalho inusitado de sábado. Lembrei-me dele escalando a grade para alcançar os galhos mais altos da árvore enquanto eu aparava as frutas recém-colhidas com uma vasilha.

Tentamos conciliar a nossa agenda com muito esforço e alguma agonia. Há uma pressa, uma urgência em encaixar os compromissos na tentativa de otimizar o tempo de interseções. Essa é a nossa vida!

E foram as amoras, depois a nossa saída de sábado à noite - veja bem: saímos "pra nada"! Sim, sem lugar certo pra ir nem protocolo a seguir. Saímos pra conversar, pra olhar um pro outro, pra sentir o cheiro e o calor da pele, desfrutar de alguns momentos a sós, mesmo com as centenas de pessoas passando minuto a minuto ao nosso redor.

Meus dias têm corrido assim: com simplicidade e paz. Coisinhas tão à toa me trazem uma sensação de alegria e deslumbramento tão maravilhosas que pressinto não haver realidade melhor, há um traço próximo da perfeição delineando tudo a nosso respeito.

Amar é simplesmente colher amoras no quintal. Sem mais.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sabedoria de NOIZ


domingo, 4 de novembro de 2012

Todo sábado

Excesso de compromissos mata. Final de ano já é canseira com as suas costumeiras programações, tanto mais se agravadas pelo volume de eventos que se acumulam na agenda, fazendo a gente perder a tranquilidade. Queria ter o direito de escolher para onde ir ou vir. Não é que eu não goste de festas e ajuntamentos familiares e/ou fraternais; o que acontece(u) de uns tempos para cá foi um avolumado de festejos capazes de fazer inveja às socialites, aos políticos, aos diplomatas...

Contem-se os (incontáveis) casamentos, noivados, chás (de fraldas, de lingerie, de casa nova, de panelas), aniversários, batizados, bodas, jantares e almoços de confraternização (profissional), formaturas, etc. "Não lembro mais da última noite de sábado que fiquei em casa à toa ou fui dormir um pouco mais cedo" - essa frase não saiu da minha boca mas foi uma materialização da minha sensação mais profunda; essa, incômoda, de não mais ser proprietária do próprio tempo, da própria vontade, de estar sempre tentando corresponder às expectativas alheias: comparecendo sempre às reuniões às quais sou convidada.

Fui contar os sábados realmente, retrocedi no tempo e contei nos dedos, nomeando cada evento. Poxa vida, é verdade! Quando a memória falhou e não consegui mais especificar o que fizemos em determinado dia (ou noite), me dei conta de que o protocolo venceu por nocaute a nossa tentativa de viver uma vida semi-hippie, desapegada às rotinas dos mortais comuns habitantes da Terra.

Sinto falta dos tempos de misantropia. Sonho com um mundo menos infectado de protocolos. E olha que eu restrinjo bastante o meu círculo social, senão já estaria tomando tarja preta.

Caro leitor, compreenda a minha resignação! É que haja sorriso atarrachado na cara pra "enfrentar" com bravura todos os ajuntamentos sociais de final de ano, esquecendo sempre (ou não) que a roupa ficou em casa por lavar, que há trabalho acumulado por fazer, enfim... Lamento muito não poder (em tese) dar às minhas noites de sábado a finalidade que eu bem entender, sem ter que me fazer entender na segunda-feira por não ter comparecido a tal ou tal.

(...)

Fica, pelo menos aqui o meu protesto. Por um mundo menos protocolo e mais relacionamentos.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Shhhh...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Num dia como esse

Era um dia assim como hoje; retrocedamos as voltas do tempo há mais ou menos um ano atrás. Não sei exatamente a data, só que era Novembro. Sei que estávamos no horário de verão: era fim de tarde, quase noite, por volta das 18h40. Lembro que desci do carro pra deixar a pessoa que estava no banco de trás descer - ela foi buscar uma coisa qualquer lá dentro de casa, voltaria rápido. Nesse meio-tempo, conversinha à toa com quem estava no volante.

Lembro ter olhado a minha imagem refletida no vidro: "nossa, como esse uniforme deixa a gente feia!" - e ainda reparado os cabelos sujos, desgrenhados. Quem sabe as olheiras de quem não conhecia significado de boa noite de sono há tempo significativo. Me vi sorrindo por uma piada qualquer, e sem sequer imaginar que o que se passaria dali a alguns segundos, mudaria os meus planos dali a alguns meses.

Voltei-me para ver quem saía pelo portão. Ainda sorrindo, olhei para o moreno de cabelos encaracolados que me sorriu e cumprimentou de maneira simpática - pelo que apenas devolvi a gentileza: "boa tarde". Foi isso e só. Duas palavras que dali a algum tempo e alguns desencontros se tornaram corriqueiras e absolutamente especiais. A rotina nossa de cada dia: cuidar e devolver o amor num ciclo autossustentável. Simples assim.

Um dia comum, atitudes comuns podem surpreender a ponto de deixar-nos em estado de deslumbramento.

(...)

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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