sábado, 17 de novembro de 2012

AMORas e abacates

Esqueci o pacote com os abacates dentro do carro dele. Foi um dia quente, corrido, e a gente passou um tempinho juntos conversando sobre coisinhas à toa, nem por isso menos importantes. O meu amor sempre me surpreende: dessa vez preparou uma torta com calda de amoras - pessoas que amo muito nessa vida sabem demonstrar carinho através dos dotes culinários: minhas avós (uma delas já se foi), minha irmã do meio, agora ele!

A torta meio que desandou, receita desencontrada: a massa ficou solada, endurecida. A calda ficou boa, mas sem o equilíbrio com a massa, ficou meio enjoativa. E isso, por acaso, diminuiu a grandeza do gesto?! Não, absolutamente! Eu fiquei ali sem fala, olhando pra ele enquanto servia a torta nas tigelinhas. Admiração é pouco! Gestos muito simples são capazes de causar em mim um impacto, um espanto muito grandes. Talvez tenha sido a melhor torta que eu já comi.

Depois os abacates. Ora, mas por que eu fui esquecer os abacates dentro do carro?! Hoje eu entendi que, mesmo a minha distração, essa minha mania incorrigível de ser muito "desligada" pode até mesmo colaborar para a minha felicidade, em algum momento qualquer. Ele veio trazer os abacates. Junto com eles, a voz, o sorriso, o abraço, o carinho que só tem graça se for assim do jeitinho dele pra me fazer tão feliz.

Amanhã talvez eu faça uma vitamina. Ou decida viajar pra bem longe (se ele for junto, claro). O que vai ser eu não sei - sei do que já é.

(...)

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