sábado, 1 de dezembro de 2012

Sábado de sol


Tentando organizar aqui os pensamentos para postar alguma coisa. Hoje eu me dei ao luxo de acordar bem tarde e não me ocupar absolutamente de nada. Abandonei-me ao ócio e aos devaneios aqui, esticada sobre a minha cama (ou o que sobrou dela, pois recentemente concluí que aquele catatau imenso ocupava espaço demais entre as quatro paredes; dei um fim à dita cuja).

Pensei em tanta coisa, refiz os acontecimentos da semana em câmera lenta, depois em câmera acelerada, voltei e adiantei o filme da minha vida algumas vezes, vi e revi repetidamente até esgotar a minha calma. Quanta coisa, quanto cansaço... Tem horas em que desejo ardentemente ter uma vida normal - tem horas que não. Falar verdade, maioria das horas não!

O meu trabalho esgotou as minhas forças e roubou um pouco da minha alegria durante a semana. E nem tive chance nem coragem (nem direito, bem dizendo a verdade)  de protestar ou reclamar - a escolha foi minha. Estive sem forças e sem ânimo; ao mesmo tempo, precisando ser firme, ser forte para cumprir todo o protocolo, todo o cronograma sem chiar. Engolir alguns sapos também pra colocar pra fora em forma de choro algumas horas depois.

Faltou paz em alguns momentos. Mais (e pior) do que isso, faltou esperança em dias melhores... Não sei se às vezes me coloco em um ponto de vista demasiado arrogante para achar que a minha filosofia de bem-viver-bem é altamente recomendável a qualquer habitante deste planeta mas é que a desesperança em certos momentos alcança a minha alma com uma força muito grande. Tenho uma certa noção de como fazer com que as coisas sejam melhores para mim, para todos mas os tempos em que vivemos, as atitudes das quais os seres humanos são capazes me cansam de modo tão extremo que às vezes sinto um desejo muito grande de ver logo tudo isso aqui acabar.

Não é novidade por aqui a minha falta de esperança para com a humanidade, bem sei. O problema é que eu olho a vida, as coisas, as pessoas e percebo todos como que correndo indiferentes contra o tempo, correndo atrás do vento e dando a mínima para a falta de paz, de cortesia, de amor latentes no mundo. Eu enxergo coisas que (quase) ninguém consegue enxergar. Isso é sinal de loucura! No meu caso, tanto pior porque é uma loucura consciente da loucura. Enfim...

E por falar em amor, quero mudar o foco do assunto. Ontem, depois de um dia exaustivo - sequência de uma semana megaexaustiva, eu parei cinco minutos para olhá-lo nos olhos e agradecer tanto cuidado, tanta atenção. Sempre tive vontade de ser uma pessoa melhor, sempre lutei com todas as forças - e ainda luto - para ser uma pessoa melhor, para me superar em todos os sentidos, para me aperfeiçoar em habilidades, em gentileza, justiça, em conhecimento, em espiritualidade... Eu quero ser melhor - para mim e para os outros!

De seis meses para cá toda essa vontade foi potencializada, foi catalisada pela simples presença de um ser humano absolutamente comum e ao mesmo tempo absolutamente único, especial. Agradeci, como agradeço todos os dias por ele simplesmente existir na minha vida, pois tem acrescentado tanto, talvez sem sequer notar... É por ele que o meu coração se agita dias e noites ininterruptamente. Hoje eu sei que sou melhor e muito mais feliz por causa dele. Simples assim.

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