quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pode falar, não me importa...


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Namore um cara que lê

Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.

Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.

Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.

Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.

Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.

Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.

Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.

E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.

Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado. Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.

Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.

Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê.

Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve.

## Baseado no "Namore uma garota que lê", texto escrito pela Rosemary Urquico e traduzido e adaptado para o português pela Gabriela Ventura.

--> Mesma fonte do post anterior.

Namore uma garota que lê

Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.

Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.

Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.

Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.

Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico
Tradução e adaptação – Gabriela Ventura

Tirei daqui, ó ---> Skoob - O que você anda lendo?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Todo dia

domingo, 27 de janeiro de 2013

Trecho de conversa

(...)
 
... a nossa jornada aqui na terra é uma experiência misteriosa, fantástica mas ao mesmo tempo muito simples; é entender pra onde o vento está soprando e se jogar.
 
Eu ando muito assombrada com as coisas que eu tenho vivido ultimamente... em todos os aspectos.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Ambiguidade

Acordei com a mesma sensação que tem me acompanhado há alguns dias; meses para ser mais exata. É uma saudade forte, latente, mas ao mesmo tempo tranquila, serena, longe de qualquer vestígio de loucura ou insensatez. Hoje estive pensando em muitas coisas e ao mesmo tempo divagando como que não tendo compromisso de pensar em coisa alguma. Triste saber que o que é fácil de ser transmitido em matéria (e através de) de sentimentos, não necessariamente o é através da linguagem escrita. Por aqui (pelo blog) só através desta, e essa é razão da angústia de ter que dar mil voltas, fazer alegorias para enfim tentar levar o leitor a compreender uma ponta do que se passa em algum ponto entre o físico e o não-físico de tudo quanto constitui a mim, em parte ou em muitas partes.

Em determinado momento do dia me flagrei pensando sobre ser e não-ser; sobre ser; sobre não ser,  ser-não-ser ao mesmo tempo... Gosto de quando os pensamentos embolam assim na minha mente. Geralmente, quando desembolam, deixam-me em posição mais elevada de maturidade (intelectual, emocional, psíquica, espiritual - depende do ângulo pelo qual se observa). Vieram à mente alguns trechos de um livro que estou em processo de devoramento nos últimos dias; algumas palavras sobre o que pode vir a ser ambiguidade, as quais transcrevo agora.

Ambigüidade é a capacidade de chorar pelo que se é, e a esperança de ser o que se sabe que se precisa ser. Ambigüidade é o estado de existência entre o bem e o mal, é a consciência de perdição e de redenção que habita os humanos. Ambigüidade é como nossa alma se percebe e percebe os outros. Eu sei que sou ambíguo como ser humano. Mas sou humano, e isto em mim não é ambíguo. (...) para distinguir a ambigüidade tem-se que ser algo inteiro em sua própria natureza. Note: inteiro, mesmo que sem integridade absoluta. (In: Nephilins; Caio Fábio; página 122).

Aprecio a ideia. E lembro-me do famoso poema de Camões a respeito do que pode vir a ser o amor, com todas as suas implicações de ser e ao mesmo tempo não ser tal e tal coisa; tão palpável e ao mesmo tempo impossível de ser limitado em um cerco de palavras que explicam sensações para além das sensações. Recordei também, do desenho do número oito, que ao girá-lo 90º temos o laço de Moebius, que não tem início nem fim é comumente é chamado de símbolo do "infinito".

É... Contei hoje pela manhã oito meses ao sentir saudades. São oito meses de uma saudade que se estende à frente e sobre o que ficou para trás. Oito meses de uma contagem de tempo que nem cabe nem faz sentido tendo como parâmetro o calendário gregoriano. Oito meses do que é temporal e ao mesmo tempo eterno e infinito. Um encontro que aconteceu antes de ter acontecido e que carrega em si a marca da ambiguidade. Há exatos oito meses aconteceu um milagre na minha vida! Um acréscimo não planejado de graça, alegria e esperança. Algo que eu esperava sem nem saber que esperava mas ao mesmo tempo sabia que a seu tempo aconteceria.

(...)

Hoje, ao acordar, senti a saudade que ao mesmo tempo oprime e move em direção do que nos falta. Lembrei-me de ter acordado, dias atrás (em La Paz), olhado para o corpo meio-homem-meio-anjo  adormecido ao meu lado e recobrado a consciência do que aquilo tudo significava para mim: PAZ. Fez todo o sentido. Oito meses e eu tenho apenas a agradecer ao céu todos os dias de paz e pelo favor imerecido, por olhar para trás e para frente ao mesmo tempo sabendo que é aqui e agora mesmo que eu quero estar.

Sem mais.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Poucas palavras

 
Hoje eu tenho para mim que a felicidade está mais para uma lagoa serena do que para um mar revolto. Bem quando desisti de procurar e insistir, a paz e a tranquilidade que eu sempre sonhei chegou na minha vida para ficar.


domingo, 20 de janeiro de 2013

What a wonderful world...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Hoje

Socorro bem presente...

Assim


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Abrindo a temporada


Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
Copyright 2009 Viviane Zion. Powered by Blogger
Blogger Templates created by Deluxe Templates
Wordpress by Wpthemescreator
Download Royalty free images without registering at Pixmac.com