domingo, 24 de março de 2013

Com outro final...


segunda-feira, 18 de março de 2013

Cansaço feliz

Pessoas normais trabalham durante a semana e descansam no sábado e domingo. Essa coisa de ser normal, de ser ponderado e equilibrado ser-humanicamente falando obviamente não se aplica a mim, não me é personagem representável. meu corpo foi abatido por um cansaço que há muito não experimentava; está difícil levantar o pé do chão, trocar os passos, ir em frente enfim.

Resultado de uma maratona de sábado e domingo, procurando casa para morar, comprando materiais e investindo em mais uma insanidade que resolvi trazer ao mundo real, agora não mais solitária - tenho outro "louco" (tanto quanto eu) para sonhar e realizar em parcerias as coisas mais insólitas. 

E olha que apesar dos espirros, da pele um pouco queimada de sol ou de mormaço, dos músculos e ossos todos doendo a cada vez que eu respiro, confesso que a sensação  de realização se sobrepõe e é bem gostoso dar vida às coisas que antes só habitavam a imaginação.

O cansaço não ofusca o brilho da satisfação de fazer o que gosta em companhia mais do que gostosa! Eu ando mesmo muito apaixonada pela vida... e pelo que somos capazes de fazer mesmo duvidando ser mesmo capazes.

E fim. Termina como começou: estou cansadíssima mas muito feliz.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Melhor pra mim


quarta-feira, 6 de março de 2013

MENSAGEM TÂNTRICA À MULHER



A vida é linda quando se tem alguém ao lado, a quem se possa amar de verdade, sem reservas, entregando-se totalmente, corpo e alma. Alguém a quem possamos ofertar nossa vida, nosso coração palpitando de emoção. Alguém a quem possamos fazer pújá com as nossas lágrimas de felicidade e com as de dor. Alguém com quem possamos repartir o sofrimento, a solidão, o desespero, mas também as glórias de uma missão realizada lado a lado, de mãos dadas...
Pense bem: que lindo poder ter o privilégio de ser a escolhida entre milhares, entre milhões de pessoas, para viver momentos de paz e amor ao lado de alguém e, repetidas vezes pela vida afora, dissolverem-se ambos em êxtases de um gozo supremo, somente atingível com a pessoa amada! E, ano após ano de prazer, felicidade e realização pessoal, ter a alegria de envelhecer ao lado da pessoa certa! Sem, jamais, arrepender-se pelo que deixou de fazer – não há pior remorso que esse...
... E depois, juntos, marcarem a Humanidade e o Universo com a força gerada nos seus atos de amor.
Para algumas, a vida nem sequer ofereceu a oportunidade de um grande amor, um amor alquímico, capaz de transmutar a vidinha medíocre em uma vida brilhante, de ouro puro. Para outras, a chance foi oferecida, mas deixaram-na escapar por entre os dedos, na ilusão adolescente de que a juventude nunca se acabaria.
Você já imaginou que podemos morrer amanhã? Você partiria satisfeita por ter feito tudo o que desejava, por ter já vivido a sua vida?
Se um cometa pode acabar com a Terra a qualquer instante, eu quero viver e compartilhar esse tempo que me resta com quem eu amo.
Se o holocausto nuclear (ou qualquer outro) é uma realidade que nos espreita a cada alvorada, eu quero depositar o meu fervor no ventre da minha amada, como uma prece diária, reverente, até o dia do Juízo Final.
Se todas as profecias do bom-senso nos advertem para o fato inegável de que a vida pode se extinguir a qualquer momento, vencida pela constante conspiração das hordas de potenciais doenças, acidentes e crimes, então eu quero fazer do tempo que ainda me resta algo que me permitirá partir em paz: se não posso fazer toda a Humanidade feliz, quero fazer feliz uma pessoa, a partícula da Humanidade que está mais próxima de mim. Quero que essa seja a minha mais nobre razão para estar vivo.
Faça-o você também.

Retirado do livro> TANTRA, a sexualidade sacralizada.

terça-feira, 5 de março de 2013

A SUA CURA É O OUTRO

Os caminhos do coração humanos são indecifráveis... Você vê gente sofrendo de tudo, e vivendo como se tudo fosse normal. Você, por outro lado, vê gente sofrendo de nada como se sofresse de tudo... Na realidade, cada vez mais, minha experiência vai mostrando que não há escolas psicológicas capazes de atender a cada alma humana.

De fato, cada alma demanda uma psicologia pessoal e particular... Não dá pra dizer que Freud explica quase nada... Freud explica a si mesmo... e olhe lá... Sua Psicanálise é auto-analise, por mais “cientifico” que ele pretendesse ser, posto que por mais isento que fosse, a “ciência” que ele praticava só poderia ser verificada a partir dele mesmo, não apenas de sua interpretação, mas de sua própria/particular/existencial experiência psicológica.

Há pessoas que me procuram com crises de contornos “freudianos”. Para tais pessoas Freud parece funcionar bem... Outras, porém, nada têm a ver com o que o Freud pressupôs houvesse em todo homem, sem que haja... Nesses casos, tateio até ver a “porta de entrada” da pessoa, e, frequentemente, verifico que tal “entrada” não existe nas matrizes das linhas psicológicas clássicas ou pedagógicas, e, portanto, demanda uma psicologia singular, tecida entre você e a pessoa, até que o sistema esteja mais ou menos visível e, portanto, discernível.

Em outras palavras: tem que ser como Jesus praticava... A “psicologia” de Jesus era simples e se servia das metáforas que as pessoas traziam ou compreendiam. Tudo, porém, tinha ver com “aquela” pessoa, e não com uma matriz psicológica universal.

Assim, com Jesus não há padrões... O padrão é o individuo...

Desse modo, cada pessoa demanda uma psicologia singular, por mais que os modelos psicológicos possam ajudar aqui e ali. No entanto, depender exclusivamente deles é pura tolice... O modelo de Paulo, a confrontação, é o que vejo que melhor ajuda as pessoas, pois, de fato, trata-se de um método não metódico, é que busca discernir a essência da questão, e trata dela cara a cara, sem medo de afirmar, de indagar, de sugerir, de provocar, de perturbar mesmo... — até que a verdade vá aparecendo, e, assim, a pessoa vá se enxergando e tomando as decisões práticas quanto a debelar o vício do sintoma como mal a ser tratado como causa... sem que o seja.

Os pudores psicológicos atrasam em demasia a cura das pessoas... Vejo pessoas oito, dez, doze anos em um terapeuta, ruminando os mesmos bagaços, pagando caro para serem ouvidos sem que isto deslinde qualquer coisa em seus interiores, até que chegue o dia da verdade...   Então, sem pudor, atendo a tais pessoas; algumas já sabem tudo de tudo, até mais que a maioria dos psicólogos, de tão profissionais como clientes que vieram a se tornar...

A surpresa para elas é que o que durara anos, por vezes em uma, duas, três semanas, ou em poucos meses, cede...; e, então, começa a abrir o espaço interior para que, pela via da confrontação, a pessoa comece a parar de chocar seus quase/dramas; e, assim, sem pena de si mesmo, sem transferências de nada para ninguém, sem auto-piedade ou auto-comiseração, o individuo comece a reagir; e, em não muito tempo, comece a ficar perplexo com os resultados...; sem saber a razão de não ter que ser um processo necessariamente tão longo e demorado no atingimento dos desejados resultados...

Na realidade o que a maioria das pessoas necessita é do encaramento na e da verdade!

Noto o despreparo brutal da maioria dos chamados profissionais de Psicologia. Alguns nada dizem apenas porque não têm mesmo o que dizer... Outros gostam da lentidão... Ela é lucrativa... Há ainda os que são tão doentes que fazem psicologia para se distraírem de si mesmos ouvindo os outros... Mas poucos há com consciência do que seja a ajuda que as pessoas precisam...

Ora... isto sem falar naqueles que são pagos apenas para consentirem com o devaneio do individuo... São os Psicólogos do “vamos que vamos”... Sim, você o paga apenas para que ele diga que você tem razão em soltar todas as frangas e todos os bichos do seu zoológico particular... No meio disso tudo, há alguns profissionais da psicologia que são de fato muito bons, embora poucos.

O que me ressinto mesmo é do fato que se houvesse entendimento do Evangelho, e amor e limpidez de propósitos, todo verdadeiro pastor de almas naturalmente seria um psicólogo. Mas quase não há tal coisa... A maioria dos pastores está tão perdida que nem mesmo dá conta de sua própria alma, quanto mais da dos outros!...

A receita de cura de Isaías é simples [cap.58]: liberte os oprimidos, quebre cadeias nos outros, franqueia a vida ao próximo, não fuja dele; e mais que isto: abra a sua própria alma com o aflito [deslocando o foco do “si-mesmo” para o outro] — pois, então, se diz: A tua cura brotará sem detença!...

A melhor terapia desta vida sempre será o serviço em amor! Quem se esquece de si e arranja olhos para a vida, em geral ficará curado enquanto limpa feridas e cuida de angustias alheias... Aquele, porém, que apenas cuida de si mesmo, de suas supostas dores, e concentra-se exclusivamente em sua angustia como elemento pivotal da existência universal, esse pode contratar o melhor psicólogo para que lhe ande a tira-colo, pois, ainda assim, jamais ficará curado...

Ninguém sabe em que espírito o Samaritano vinha sem seu caminho... Entretanto, pouco importa se ele vinha cantando, alegre, feliz e grato, ou se vinha sofrendo, angustiado e infeliz... Sim, o que importa é que ele olhou para o outro, o outro pior do que ele, o outro sem autodeterminação, caído no caminho... E mais: fez isso sem que importasse quem ele ou o outro fossem um para o outro...

Sem que fosse significativo como o Samaritano estivesse se sentindo, o que valeu foi o ato, foi o feito, foi a parada e o levantar do homem... Sim, o importante não era a subjetividade, mas a objetividade da decisão... Digo isto hoje porque vejo que muitos dos que me escrevem jamais ficarão curados enquanto não se esquecerem de si mesmos, e, enquanto não transformarem sua auto-vitimização em ação pró-ativa em favor da vida...

Pense nisto; e pare de lamber adoecidamente as suas próprias feridas...

Caio Fábio (2009), in www.caiofabio.net

Avançando um pouquinho da Idade Media

Hoje estive pensando, que de uns tempos para cá, abri mão dos rituais; tenho procurado viver uma vidinha mais fluida, menos apegada às tradições e às exigências sociais. Não é tão fácil escapar dessas armadilhas, no entanto; por mais hippie que o sujeito possa ou pareça ser, algum contato (irremediável e inevitável) acaba tendo com o público capitalista em geral; daí surgem as complicações.

É curioso quando você decide "finalmente" o que vai fazer da sua vida, não satisfeito, resolve compartilhar com um e outro as suas resoluções, sempre chovem palpites a respeito de quando e como cada coisa deve ser feita. Resolvi casar. Nunca casei antes, não é de se espantar que não tenha nenhuma ideia de como são os trâmites da passagem da vida de solteira para a de não-solteira. E francamente, esse pacote de casamento: chás + cartório + cerimônia + festa é muito cansativo, custa caro e me chateia pra caramba!

"Tem que casar no civil!", "Tem que ter festa!", "Tem que casar na igreja!", "Tem que fazer chá de panelas!", "Tem que ter chá de langerri" (sim, eu escrevi langerri, assim mesmo - e de propósito!)... Por aí vão as sugestões de quem ouve as boas novas. O problema é que eu sofro de um distúrbio gravíssimo: não gosto de fazer as coisas exatamente do jeito que as outras pessoas fazem. Particularmente, nada em desfavor a quem gosta das cerimônias com todo o rigor circunstancial mas a maioria dessas coisa não é para mim. Não combinam comigo.

Algo que eu já disse por aqui, é que o casamento é um ritual de passagem com origens na Roma antiga, legitimado pela Igreja Católica Apostólica Romana. Deus não tem nada a ver com isso, por isso descarto palpite de quem argumenta utilizando-se de porta-voz divino. Me espanta que a humanidade avance tanto em matéria de conhecimento mas retroceda com relação aos costumes desse porte. Mais ainda, que não perceba que o que sustenta a indústria casamenteira é pura e simplesmente o interesse comercial - casamento vende!

Eu até poderia continuar discorrendo sobre mas me limito a informar que quem me ajudou a descontruir essa sensação de cobrança (principalmente sobre a mulher) com relação às celebrações ritualísticas do matrimônio foi a minha avó que está beirando os oitenta anos. E a conversa nem é recente, foi há um bom tempo, numa ocasião informal, num tempo em que a possibilidade de eu tomar uma decisão assim tão importante era impensável, estava descartada.

Avançando um pouquinho a linha do tempo para os dias atuais, digo a vocês que moderno mesmo, realmente atual é fazer as coisas do jeito que a gente quer e dentro das nossas condições. Sim, eu abri algumas exceções e vou sim, festejar de alguma maneira toda essa passagem... mas do nosso jeito e o mais leve e livre dos protocolos possível. E que sejamos todos muito felizes!

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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