terça-feira, 5 de março de 2013

Avançando um pouquinho da Idade Media

Hoje estive pensando, que de uns tempos para cá, abri mão dos rituais; tenho procurado viver uma vidinha mais fluida, menos apegada às tradições e às exigências sociais. Não é tão fácil escapar dessas armadilhas, no entanto; por mais hippie que o sujeito possa ou pareça ser, algum contato (irremediável e inevitável) acaba tendo com o público capitalista em geral; daí surgem as complicações.

É curioso quando você decide "finalmente" o que vai fazer da sua vida, não satisfeito, resolve compartilhar com um e outro as suas resoluções, sempre chovem palpites a respeito de quando e como cada coisa deve ser feita. Resolvi casar. Nunca casei antes, não é de se espantar que não tenha nenhuma ideia de como são os trâmites da passagem da vida de solteira para a de não-solteira. E francamente, esse pacote de casamento: chás + cartório + cerimônia + festa é muito cansativo, custa caro e me chateia pra caramba!

"Tem que casar no civil!", "Tem que ter festa!", "Tem que casar na igreja!", "Tem que fazer chá de panelas!", "Tem que ter chá de langerri" (sim, eu escrevi langerri, assim mesmo - e de propósito!)... Por aí vão as sugestões de quem ouve as boas novas. O problema é que eu sofro de um distúrbio gravíssimo: não gosto de fazer as coisas exatamente do jeito que as outras pessoas fazem. Particularmente, nada em desfavor a quem gosta das cerimônias com todo o rigor circunstancial mas a maioria dessas coisa não é para mim. Não combinam comigo.

Algo que eu já disse por aqui, é que o casamento é um ritual de passagem com origens na Roma antiga, legitimado pela Igreja Católica Apostólica Romana. Deus não tem nada a ver com isso, por isso descarto palpite de quem argumenta utilizando-se de porta-voz divino. Me espanta que a humanidade avance tanto em matéria de conhecimento mas retroceda com relação aos costumes desse porte. Mais ainda, que não perceba que o que sustenta a indústria casamenteira é pura e simplesmente o interesse comercial - casamento vende!

Eu até poderia continuar discorrendo sobre mas me limito a informar que quem me ajudou a descontruir essa sensação de cobrança (principalmente sobre a mulher) com relação às celebrações ritualísticas do matrimônio foi a minha avó que está beirando os oitenta anos. E a conversa nem é recente, foi há um bom tempo, numa ocasião informal, num tempo em que a possibilidade de eu tomar uma decisão assim tão importante era impensável, estava descartada.

Avançando um pouquinho a linha do tempo para os dias atuais, digo a vocês que moderno mesmo, realmente atual é fazer as coisas do jeito que a gente quer e dentro das nossas condições. Sim, eu abri algumas exceções e vou sim, festejar de alguma maneira toda essa passagem... mas do nosso jeito e o mais leve e livre dos protocolos possível. E que sejamos todos muito felizes!

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