quarta-feira, 26 de junho de 2013

En(triste)ser



Entristecer é um processo difícil. Difícil para quem entristece, árduo para quem assiste, muitas vezes de camarote, o entristecimento de quem muito se ama. É difícil prestar explicações a respeito de coisas com as quais mal se consegue lidar, sequer compreender, menos ainda explicar.

Ontem à noitinha eu entristeci. Tem, tem motivo sim, mas eu não quero falar sobre isso. Conheço bem os meus medos, os meus dramas interiores, por isso não vou alimentar paranoia. Não vou, não quero, não posso.

Preciso crescer e amadurecer em algumas áreas: faz parte da trajetória humana de auto-construção. É um processo individual e intransferível, digam o que disserem. Não abro mão disso; me refaço a cada dia... Mas ontem... Ontem voltei a sentir dores que há muito não sentia, voltei a ver um inimigo que é visível somente a mim e que insiste em visitar-me de tempos em tempos.

Passou um filme na minha mente. Pensei em fugir, correr para algum lugar, mas não há lugar seguro quando seus inimigos não obedecem às leis da lógica nem da física. Tive medo. Senti angústia profunda que foi desaguada em lágrimas logo depois. Amanheci com as marcas das longas lutas no corpo e na alma.

Vai passar. Tudo (sempre) passa.

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