quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Segue a vida a seco




A vida é tão curiosa às vezes... Estive ouvindo essa música nestes dias derradeiros. Apaixonei-me pela voz da Florence - isso tem acontecido mais raramente de uns tempos pra cá, antigamente eu me apaixonava com mais frequência pelas vozes, pelas coisas, pelas pessoas em geral. O que (em geral) acontecia também era o rápido desapaixonamento (risos). Hoje me apaixono menos mas sinto vivo as paixões de maneira mais intensa e duradoura.

Repetidamente clico no botãozinho que faz a música repetir e ela fica vagando em minha mente, em um espaço entre a consciência anestesiada e a inconsciência sensível: "never let me go, never, let me go..." Talvez alguma parte em mim precise ouvir, enquanto a outra se apegue desesperadamente no chamado, na súplica e resolva, de tempos em tempos, ficar mesmo querendo ir embora.

Rascunhei um texto esses dias entre um solavanco e outro que a vida repentinamente decide dar à minha carcaça; estive olhando, relendo há pouco e re-senti que poderia ter sido escrito exatamente a uma hora ou um minuto atrás, tamanha a atemporalidade sensorial à qual as palavras acabaram remetendo as minhas emoções. Segue o trecho.

"Tão enfraquecida, esbocei uma oração mesmo sem saber o que pedir
O peito, comprimido pela angústia, impedia a passagem do ar
E embotava os pensamentos.
As lágrimas secaram-se na noite anterior
E a essa altura da tarde típica
Da estação seca no cerrado,
A aridez interior parece, tornara-se tanto pior
Por conta das dores de desertos acumulados.
Não se aprende a lidar com o sofrimento na escola!
Não há cartilha para quem precisa aprender a conviver,
Relacionar-se é algo estranha-maravilhosamente prático,
Do ramo do faça-se!
Pouco ou de nada adianta a teoria nos momentos de crise
E o que se tenta, é apenas descrever
A absoluta e desconcertante sensação de ver
Que as coisas nunca saem exatamente
Do jeito que planejamos (ou desejamos)!"

Fim. Eis a radiografia do meu estado de ânimo hoje.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Reticente indagação

Às vezes fico me perguntando: qual é a fórmula para dar certo na vida? Depois fico me perguntando a respeito do que exatamente pode ser essa coisa de "dar certo na vida". Muita coisa que passa pela minha cabeça não tem nexo, são pensamentos tanto quanto confusos, tipo os livros que ficam pela casa implorando um canto confortável logo após a mudança de endereço. Ultimamente os pensamentos têm implorado um cantinho decente na mente. E tem me enlouquecido!

Muito e muito tempo depois




Segue a vida e eu com essa sensação de estar dentro de uma centrífuga todo o tempo. Muita coisa acontecendo, como não poderia deixar de ser. Ultimamente, de tanto ser dois e ao mesmo tempo ser um só, acabei perdendo a mim (um pouco, quem sabe). Não que isso possa ser classificado como "bom" ou "ruim", é apenas uma constatação - gosto de ser/estar consciente sobre tudo o que se passa dentro e fora de mim.

Olho em redor e vejo a terra prometida que sonhei há alguns anos atrás. Tenho vivido dias de uma leveza e sutileza muito grandes e ao mesmo tempo um fardo encurva os meus ombros. Não é nada, tudo está em paz, dentro e fora. Vivo o melhor do melhor que a vida poderia me oferecer - coisa que nem sabia que poderia acontecer, e assim, assim...

Tudo mudou com o curso dos anos. O que não muda nunca é o cansaço e essa ânsia pela eternidade, pelo que ainda está por vir - "essa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi". Não sei quanto tempo me resta mas posso garantir todo o tempo nunca vai ser suficiente para preencher a sede de vida que pulsa em mim, todo dia e a cada dia mais forte.

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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