quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Quebrando o silêncio II

Começo esclarecendo o título da postagem: é "Quebrando o silêncio II" porque há uns dias eu sentei-me confortavelmente no sofá da minha nova casa, na minha nova vida para escrever (entre lágrimas) breves linhas a respeito do ano que está dando os últimos suspiros. O que era para ser um texto emocionante e memorável transformou-se em uma grande frustração - e raiva por conta do navegador, que travou, reiniciou e botou a perder todo um trabalho de hora e meia escolhendo bem as palavras. Enfim, vamos quebrando o silêncio e aprendendo a salvar os rascunhos de tempos em tempos, sob pena de ver a carreira de escritora (rs) por água abaixo.

Sim, eu ando mesmo sumida do blog; não por falta de assunto mas por falta de tempo e disposição (juntos). Quando tenho tempo, falta disposição - dormir me parece mais urgente; quando há disposição, saltam aos meus olhos a quantidade imensa de coisas a fazer - logo desisto. Pensei em deletar o blog, começar outro; pensei em deletar e não começar outro. Pensei em apagar algumas postagens, acabei desistindo por saber que vai dar um trabalhão... Ando farta de trabalho, estou terceirizando (risinho irônico no canto dos lábios).

O fato é que há muito eu gostaria de deixar registrado é que foi um ano de poucas postagens e muitos acontecimentos. Muitos mesmo; mais do que nos outros trinta e três anos riscados no calendário da minha vida. Nunca antes, em um período tão "apertado", tive tantas mudanças e tão profundas na rotina, no modo de viver. Talvez tudo (?) que esperei ansiosamente que acontecesse nos últimos dez anos, talvez todo o esforço e empenho nos estudos destes últimos cinco anos tenha finalmente rendido algum fruto! Sensação de realização e esforço compensado é muito boa!

Não que o ano tenha sido fácil, nada disso! Foram tantos os contratempos quantas as conquistas; houve momentos em que não se sabia se lamentava ou se comemorava: eram coisas boas e ruins acontecendo juntas e eu catando as lágrimas. Muitas lágrimas! Também outras vezes flagrei-me cantando "Ouro de tolo" (aquela, do Raul Seixas) pelos cantos mesmo embasbacada pelas circunstâncias: cheguei, fiz, conquistei, concretizei - e agora?! Me via em frente ao espelho meio "passada" com tanta coisa: saí do Brasil com uma mochila nas costas e alguns trocados no bolso (dias antes, pedi demissão na empresa em que passei quatro anos felizes), quando voltei mudei de emprego, troquei de estado civil e mudei de casa. Viajei dois mil quilômetros de carro pra voltar correndo depois, fugindo da neve.

São tantas as histórias que não caberiam em todo o cyberespaço... Lembranças de um ano duro, difícil e ao mesmo tempo bom. Não há arrependimentos ou lamentações. O cansaço já começa a dissipar-se, diluído nas horas ininterruptas de sono. Não há outro compromisso a não ser olhar para dentro de mim, cuidar de nós (que agora sou um e sou dois) e viver da melhor maneira que dermos conta. Depois de ter passado por tantas dores e depois ter conquistado tantas alegrias em tão pouco tempo, a maior certeza é a fragilidade e instabilidade da vida. Quebrei o silêncio para dizer que o meu lema está mais firme do que antes. Carpe diem. É isso.


Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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