segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Achei o nome do que me consome

O cansaço está me esmagando. Descobri o nome do que está consumindo meus dias. Não é tristeza como eu pensava, não é tédio nem desesperança; estou no limite do cansaço como nunca antes. Somadas as responsabilidades e o acumulado das tarefas e papeis a se desempenhar todos os dias, o montante é uma dívida comigo mesma que a alma, sozinha, não está dando conta de saldar. Está difícil!

Dai que, cansada, eu não consigo observar a beleza do céu, das flores, dos passarinhos e dos bebês risonhos que atravessam o meu caminho. Tudo parece fazer careta pra mim. E ao mesmo tempo, a careta se transforma em um espelho onde vejo a minha própria imagem (ranheta, sonolenta, olheiruda, mau-humorada) refletida.

Não tem beijo apaixonado. Não tem carinho na mamãe. Não tem jantinha saborosa. Nada satisfaz um corpo cansado que mora numa alma exausta. Nada.

Semana passada eu pensei que estava triste, pensei que sofria de uma nostalgia ou uma melancolia qualquer. Não era. Descobri hoje, ao levantar da cama cedo para ir ao trabalho, que o meu corpo levantava mas o que não era corpo permaneceu deitado na cama olhando para mim e perguntando o porquê daquela interrupção abrupta de um sono necessário, vital.

Cansaço meu de cada dia. Pelo menos agora sei quem anda roubando o sabor das minhas papilas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Nonsense

Abri o editor de texto sem ter a menor ideia sobre o que escrever. O ano passado já passou e eu não cumpri as metas nem as promessas que fiz. Abri e quis fechar algumas vezes, faz tanto tempo e está tão frio... não quero escrever mas quero escrever. Não entendo como pode alguém querer e não querer ao mesmo tempo num conflito interno sem fim.

No momento, algumas coisas passam pela minha mente. Iniciamos um ano novo e eu ainda estou presa (pelo menos profissionalmente) ao ano passado. Ainda tenho uma semana pela frente. Em 2015 eu errei muito. Errei muito. E errei muito. Acertei algumas vezes. Poucas vezes. mas acertei.

Não fiz pedido, promessa, nem tracei meta para o que iniciou-se há uma semana. Quero viver um dia de cada vez e vou adequando a realidade. Ultimamente o sono, o cansaço e o TDAH têm comandado o leme da minha vida. Infelizmente ou felizmente talvez.

Nessa vida já cheguei aos dois extremos: o auge da alegria e o do fundo do poço da tristeza. Sinto-me diferente. Velha. talvez. Sem tempo a desperdiçar com aquilo que não gosto, com aquilo que não acredito. Preciso de novas esperanças e novos caminhos.

Sensação estranha. Sei lá.

Sejam bem-vindos!

Mi casa, su casa...
 
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